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22 de jun. de 2014

Infinito

Giordano Bruno foi uma daquelas pessoas corajosas que defendeu a verdade, a despeito de grande oposição. Ele viveu durante a Idade Média, e foi perseguido pela Inquisição - o que culminou em muitos anos de prisão e uma horrível morte na fogueira. Qual foi o crime deste homem?

O crime foi proclamar que Deus é infinito e que criou outros mundos semelhantes aos nossos - que o universo não se restringe a nosso sistema solar. Tal ideia frutificou de uma revelação, um sonho, no qual Bruno viu a infinidade do Cosmos.

Esse sonho foi uma resposta a sua longa e incansável pesquisa em livros – muitos quais haviam sido proibidos pela Igreja Católica.

Regozijo-me com a coragem de Bruno. Ele buscou diligentemente e Deus, ao ver sua ansiedade – mostrou-lhe a verdade. E tal foi à visão que Bruno preferiu ser excomungado de três religiões diferentes, viver como andarilho e morrer como um criminoso.

Fico pensando em como ele, Bruno, ficaria feliz se soubesse que muitos séculos antes, Abraão, que é chamado pai pelas três maiores expressões religiosas do mundo, viu, pelo poder de Deus, as obras divinas. Está escrito:

“Assim eu, Abraão, falei com o Senhor face a face, como um homem fala com outro; e ele falou-me das obras que suas mãos haviam feito; E ele disse-me: Meu filho, meu filho (e sua mão estava estendida), eis que te mostrarei todas elas. E ele pôs a mão sobre meus olhos e eu vi aquelas coisas que suas mãos haviam feito; e eram muitas. E elas multiplicaram-se ante meus olhos e não consegui ver seu fim.” (Abraão 3:11-12).

Moisés também escreveu:

“E Deus falou a Moisés, dizendo: Eis que eu sou o Senhor Deus Todo-Poderoso; e Infinito é meu nome, pois eu sou sem princípio de dias ou fim de anos; e não é isso infinito?
E eis que tu és meu filho; portanto olha e mostrar-te-ei as obras de minhas mãos; mas não todas, porque minhas obras não têm fim nem tampouco minhas palavras, porque jamais cessam.
(...)
E aconteceu que Moisés olhou e viu o mundo no qual ele fora criado; e Moisés viu o mundo e seus confins e todos os filhos dos homens que existem e que foram criados; e maravilhou-se e assombrou-se muito com isso.
E eis que a glória de Deus estava sobre Moisés, de modo que Moisés permaneceu na presença de Deus e conversou com ele face a face. E o Senhor Deus disse a Moisés: Fiz essas coisas para meu próprio intento. Aqui há sabedoria e em mim permanece. E pela palavra de meu poder criei-as, a qual é meu Filho Unigênito que é cheio de graça e verdade.
E mundos incontáveis criei; e também os criei para meu próprio intento; e criei-os por meio do Filho, o qual é meu Unigênito. E ao primeiro homem de todos os homens chamei Adão, isto é, muitos.
Mas far-te-ei um relato apenas sobre esta Terra e seus habitantes. Pois eis que há muitos mundos que pela palavra de meu poder passaram. E há muitos que agora permanecem e são inumeráveis para o homem; mas todas as coisas são enumeráveis para mim, pois são minhas e eu conheço-as.” (Moisés 1:3-4, 8, 31-35)

Mas essas escrituras não estavam disponíveis na época de Giordano Bruno, pois na Idade das Trevas a Terra estava mergulhada em uma grande Apostasia.

Em nossos dias, a Luz da Verdade raiou novamente. E temos acesso a maravilhas. O Presidente Dieter F. Uchtdorf ensinou a respeito do Infinito:

“Quanto mais aprendemos sobre o Universo, mais compreendemos — pelo menos em pequena parte — o que Moisés sabia. O Universo é tão grande, misterioso e glorioso que é incompreensível à mente humana. “Mundos incontáveis criei”, disse Deus a Moisés.3A maravilha que é o céu à noite é um belo testemunho dessa verdade.

Poucas coisas enchem-me de assombro e tiram-me tanto o fôlego quanto voar na escuridão da noite acima de oceanos e continentes, olhando pela janela da cabine do avião para a glória infinita de milhões de estrelas.

Os astrônomos têm tentado contar o número de estrelas do Universo. Um grupo de cientistas estima que o número de estrelas dentro do alcance de nossos telescópios é dez vezes maior do que todos os grãos de areia que existem nas praias e desertos do mundo.

Essa conclusão tem uma impressionante semelhança com a declaração do antigo profeta Enoque: “E se fosse possível ao homem contar as partículas da Terra, sim, de milhões de terras como esta, não seria sequer o princípio do número de tuas criações”.


Dada a vastidão das criações de Deus, não é de admirar que o grande rei Benjamim tenha aconselhado seu povo “que [se lembrassem] e sempre [guardassem] na memória a grandeza de Deus e (…) própria nulidade [deles]”.

Sinto-me privilegiado por não apenas viver em uma época em que desfruto de liberdade para estudar e glorificar um Deus infinito e eterno, mas por ter acesso a escrituras e profetas que mostram uma grandiosidade e glória que transcendem a mesquinhes e orgulho dos homens. Toda Criação – estrelas, planetas e o tempo e a vida – testemunham a existência de um Ser Supremo.  Como Alma disse contra o cético Corior: “todas as coisas mostram que existe um Deus; sim, até mesmo a Terra e tudo que existe sobre a sua face, sim, e seu movimento, sim, e também todos os planetas que se movem em sua ordem regular testemunham que existe um Criador Supremo” (Alma 30:44).

Sinto-me grato também, por outra doutrina defendida por Bruno – que o levou prematuramente ao céu: que todas as criaturas possuem alma. Isso é ensinado na Bíblia, mas infelizmente o versículo esta mal traduzido.

Em Gênesis 2:5 lemos: “E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.” (Gênesis 2:5).

Mas em escrituras reveladas por meio do Profeta Joseph Smith há mais clareza:
“E toda planta do campo, antes de estar na Terra, e toda erva do campo, antes de brotar. Pois eu, o Senhor Deus, criei todas as coisas das quais falei espiritualmente, antes que elas existissem fisicamente na face da Terra. Pois eu, o Senhor Deus, não fizera chover sobre a face da Terra. E eu, o Senhor Deus, havia criado todos os filhos dos homens; e ainda não havia homem para lavrar a terra, pois no céu os criei; e ainda não havia carne sobre a Terra nem na água nem no ar” (Moisés 3:5).

Tendo sido tudo criado (ou organizado) espiritualmente havia um espírito eterno em cada ser. As plantas e os animais possuem espírito e esta Terra é um ser vivo (Moisés 7:48).

Como sou abençoado por este glorioso conhecimento. Brigham Young ensinou: “[Deus] preside incontáveis mundos que iluminam este pequeno planeta e milhões de mundos que não podemos ver; todavia, Ele observa a mais diminuta de Suas criações e nenhuma dessas criaturas passa despercebida. Nenhuma delas há que não tenha sido produzida por Sua sabedoria e poder.” (DBY, p. 20).

O Presidente Uchtdorf concluiu: “Irmãos e irmãs, o Ser mais poderoso do Universo é o Pai de seu espírito. Ele os conhece. Ele os ama com um amor perfeito.

Deus não o vê apenas como um ser mortal, em um pequeno planeta, que vive pouco tempo — Ele vê você como filho Seu. Ele vê você como o ser que você é capaz de se tornar e que foi designado a se tornar. Ele quer que você saiba que você é importante para Ele.

Que possamos sempre acreditar, confiar e alinhar nossa vida para que possamos entender nosso verdadeiro valor e potencial eternos.” (https://www.lds.org/general-conference/2011/10/you-matter-to-him?lang=por).

Sei que isso é verdade, e espero ser tão corajoso quanto Giordano Bruno ao defender essas verdades sagradas.

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Assista ao discursos do Presidente  Dieter F. Uchtdorf:


4 de dez. de 2012

Surgimento do Livro de Abraão


Um blog, que diz fazer "estudos mórmons" (e que é uma "associação para estudos mórmons") tem escrito corriqueiramente alguns artigos, que ainda que aparentemente bem intencionados, carecem da verdade e de convicção espiritual. Fui procurado por uma irmã para esclarecer a respeito do Livro de Abraão, porque esse blog distorceu alguns fatos relacionados ao mesmo. Como as dúvidas que envolveram minha amiga podem atingir outros, publico o que se segue.

Usarei citações dos manuais e livros aprovados pela Igreja. Antes de fazê-lo, porém, desejo expressar meus sentimentos sobre o Livro de Abraão e sobre a Pérola de Grande Valor: trata-se de uma escritura sagrada. É um livro incrível e não poderia ter nome mais apropriado: é realmente uma pérola de grande valor. É nesse livro, o menor entre as obras-padrão, que encontramos o próprio Deus dizendo qual seu propósito e glória (Moisés 1:39). É também na Pérola de Grande Valor que temos as Regras de Fé e o relato da Primeira Visão. Temos uma porção maior e mais completa das palavras do Salvador sobre os últimos dias. E também o grandioso livro de nosso pai Abraão.
Assim como outras escrituras modernas, muitos tentam desacreditar a origem do Livro de Abraão e seu conteúdo. Essas pessoas se esforçam inutilmente. Porque, no final, a verdade prevalecerá. Na última Conferência Geral o Élder Neil L. Andersen disse:
"Algumas das informações sobre a Igreja, por mais convincentes que sejam, simplesmente não são verdadeiras. Em 1985 (antes da Internet) lembro que um colega entrou no escritório onde eu trabalhava, na Flórida. Ele tinha em mãos um artigo da revista Time intitulado “Desafiando as Raízes do Mormonismo” que falava de uma carta recém-descoberta, supostamente escrita por Martin Harris, que conflitava com o relato de Joseph Smith sobre a descoberta das placas do Livro de Mórmon.
Meu colega perguntou se aquela nova informação destruiria a Igreja mórmon. O artigo citava um homem que disse estar deixando a Igreja por causa daquele documento. Mais tarde, relatou-se que outras pessoas deixaram a Igreja.20 Tenho certeza de que essa foi uma prova da fé que eles tinham.
Poucos meses depois, alguns estudiosos descobriram (e o falsificador confessou) que a carta era uma fraude total. Lembro-me de ter esperado realmente que aqueles que deixaram a Igreja por causa daquela falsidade encontrassem seu caminho de volta.
Alguns questionam sua fé quando encontram uma declaração feita por um líder da Igreja, há várias décadas, que parece incongruente com nossa doutrina. Há um princípio importante que governa a doutrina da Igreja. A doutrina é ensinada por todos os 15 membros da Primeira Presidência e do Quórum dos Doze. Não está oculta num obscuro parágrafo de um discurso. Os princípios verdadeiros são ensinados frequentemente por muitos. Nossa doutrina não é difícil de achar." (http://www.lds.org/general-conference/2012/10/trial-of-your-faith?lang=por)


1.
Os seguintes trechos foram retirados do livro "História da Igreja na Plenitude dos Tempos", páginas 159, 246, 258 e 488.
                "Em um túmulo na margem ocidental do rio Nilo, do outro lado da cidade egípcia de Tebas (hoje chamado Luxor), Antonio Lebolo, um explorador de língua francesa proveniente de Piedmont (uma região do noroeste da Itália), descobriu várias múmias, juntamente com alguns pergaminhos de papiro. Depois da morte de Lebolo, em 1830, as múmias e os papiros foram enviados aos Estados Unidos, onde Michael H. Chandler, que se apresentou como sobrinho de Lebolo, tornou-se seu proprietário em 1833. Em 1835, Chandler exibiu seus artefatos em várias cidades do leste.
                Quando chegou a Kirtland, no final de junho, os santos mostraram grande interesse pelas múmias e papiros. Chandler havia ouvido falar que Joseph Smith dizia poder traduzir registros antigos. Ele pediu a Joseph Smith se poderia traduzir os papiros. Orson Pratt relembra: “O Profeta examinou-os e recolheu-se a seu quarto, onde perguntou ao Senhor a respeito deles. O Senhor disse-lhe que eram registros sagrados” e revelou a tradução de alguns dos caracteres. Chandler tinha previamente enviado alguns caracteres do registro a estudiosos a fim de determinar qual seria seu provável significado. Ao receber a tradução do Profeta, ele assinou um testemunho assegurando que correspondia nos mínimos detalhes à dos estudiosos. (History of the Church, 2:235.)
                Extremamente interessado em seu conteúdo, os santos compraram as múmias e os pergaminhos por dois mil e quatrocentos dólares. Joseph começou imediatamente a trabalhar nos pergaminhos e descobriu que continham escritos de Abraão e escritos de José, que foi vendido ao Egito.
                “Podemos verdadeiramente dizer que o Senhor está começando a revelar a abundância da paz e da verdade”. Durante o restante desse tempo, em Kirtland, ele manteve um ativo interesse em trabalhar com aqueles escritos antigos. O fruto de seus esforços, o livro de Abraão, não foi impresso, contudo, até 1842, quando outra parte da tradução havia sido terminada em Nauvoo. Em fevereiro de 1843, o Profeta prometeu suprir mais da tradução do livro de Abraão. Contudo, sua agenda bastante lotada não lhe permitiu terminar a obra antes de ser assassinado.
(...)
                "A principal fonte de notícias de Nauvoo eram os jornais. Os santos haviam publicado jornais em Missouri e Ohio. Durante o cerco de Missouri, os líderes da Igreja enterraram a prensa usada para imprimir o Elder’s Journal. Ela foi recuperada em 1839 e levada para Nauvoo, onde foi usada para imprimir o Times and Seasons, a partir de novembro daquele ano. Como publicação oficial da Igreja, o Times and Seasons, era cuidadosamente controlado e supervisionado pelo Profeta. Durante o curto período em que foi publicado, o Times and Seasons divulgou importantes pontos de doutrina e normas estabelecidas, incluindo parte da biografia oficial de Joseph Smith, parte do Livro de Moisés e do Livro de Abraão, que posteriormente foram incluídas na Pérola de Grande Valor. O jornal também publicou discursos de conferência, cartas circulares do Quórum dos Doze Apóstolos, atas de reuniões importantes da Igreja, reimpressões de artigos de outros jornais e o discurso King Follet. Houve inúmeros artigos a respeito do Livro de Mórmon, incluindo evidências e achados arqueológicos e debates sobre a localização geográfica de pontos referidos no Livro de Mórmon."
(...)
                No início de 1842, aproximadamente na mesma época em que Joseph Smith escreveu sua carta a John Wentworth (que é a carta que continha as 13 regras de Fé), o Profeta estava bastante atarefado com a “tradução dos Registros de Abraão”. Esses registros haviam sido adquiridos em 1835, quando a Igreja comprou vários rolos de antigos papiros egípcios de Michael Chandler. Joseph e seus escreventes fizeram algumas investigações preliminares a respeito deles, mas seu trabalho no Templo de Kirtland e a subseqüente apostasia e perseguições impediram-nos de continuar esse trabalho em Ohio ou Missouri. Por fim, na primavera de 1842, o Profeta conseguiu dedicar-se à tarefa por várias semanas, sem ser interrompido.
                O Élder Wilford Woodruff, que ficou sabendo nos conselhos de liderança que o Profeta estava traduzindo parte do conteúdo dos papiros, escreveu em seu diário seus sentimentos a respeito do trabalho do Profeta: “Verdadeiramente o Senhor ergueu Joseph, o vidente (...) e hoje cobriu-o com seu imenso poder, sabedoria e conhecimento. (...) O Senhor está abençoando Joseph com o poder de revelar os mistérios do reino de Deus; para traduzir, por meio do Urim e Tumim, os registros antigos e hieróglifos tão velhos quanto Abraão ou Adão, o que faz com que nosso coração arda dentro de nós, ao vermos suas gloriosas verdades abrirem-se diante de nós”.
                Extratos do Livro de Abraão apareceram pela primeira vez no Times and Seasons e no Millennial Star no verão de 1842. Joseph Smith indicou que mais seria revelado posteriormente, mas não pôde continuar a tradução depois de 1842 (por que ele foi assassinado!). O que a Igreja recebeu — cinco capítulos do livro de Abraão, na Pérola de Grande Valor — era apenas uma parte do registro original.
                Em 1967, onze fragmentos do papiro de Joseph Smith foram redescobertos pelo Doutor Aziz S. Atiya, no Metropolitan Museum of Art de Nova York. Os estudos confirmaram que se tratam de textos funerários do Egito, do tipo que normalmente eram enterrados junto com pessoas da realeza e da nobreza, destinando-se a guiá-los em suas jornadas eternas. Isso renovou a questão da relação entre os registros e o livro de Abraão. Joseph Smith não explicou o método pelo qual traduziu o livro de Abraão, assim como nunca explicou plenamente o método de tradução do Livro de Mórmon.
                Não obstante, assim como o Livro de Mórmon, o livro de Abraão é sua própria evidência e foi-nos dado pelo dom e poder de Deus.
(...)
                Por várias décadas, o mundo havia testemunhado o crescente interesse pelas novas descobertas e teorias da ciência moderna. Com a chegada do século XX, o ritmo do desenvolvimento tecnológico foi apressado, e importantes invenções, como o automóvel movido a gasolina e o avião, tiveram enorme impacto na vida diária. Esses avanços também fizeram crescer o interesse pela ciência, que por sua vez levou mais pessoas a confiar no intelecto humano em vez da teologia para entender a natureza do universo e da sociedade.
                Os estudiosos passaram a considerar a Bíblia de modo bastante crítico. Começaram a questionar o significado e mesmo a autenticidade das escrituras. A assim chamada “crítica superior” também voltou sua atenção para escrituras SUD. Em 1912, o reverendo F. S. Spalding, bispo da igreja episcopal de Utah, publicou um panfleto intitulado Joseph Smith Jr. como Tradutor. A publicação contrastava as interpretações de oito egiptólogos com as explicações de Joseph Smith referentes aos fac-símiles do livro de Abraão na Pérola de Grande Valor. Embora a maior parte dos santos dos últimos dias aceitasse a veracidade das escrituras por uma questão de fé, a Igreja ainda assim reconheceu a necessidade de responder a essas críticas. De fevereiro a setembro de 1913 uma série de artigos foi publicada a quase todo mês na revista Improvement Era, fornecendo possíveis respostas.


2.
Os trechos abaixo foram retirados do Manual do Aluno da Pérola de Grande Valor, pg. 28-29

Quem Foi Abraão e Quando Ele Viveu?
                Adão e Eva e a Queda (aproximadamente 4.000 a.C.), Enoque (aproximadamente 3.000 a.C.), Noé e o Dilúvio (aproximadamente 2.400 a.C.) e a torre de Babel (aproximadamente 2.200 a.C.) precederam a época de Abraão. Abraão, nascido por volta de 2000 a.C., foi pai de Isaque e avô de Jacó, cujo nome mais tarde foi mudado para Israel. (Ver Guia para Estudo das Escrituras, “cronologia”, pp. 49–52.)

Como a Igreja Recebeu o Livro de Abraão?
                Em 3 de julho de 1835, um homem chamado Michael Chandler levou quatro múmias egípcias e vários rolos de papiro contendo escritos do egípcio antigo para Kirtland, Ohio. As múmias e os papiros tinham sido descobertos no Egito, vários anos antes, por Antonio Lebolo. Kirtland era uma das muitas paradas da exposição das múmias que Chandler estava fazendo no Leste dos Estados Unidos. Chandler tinha colocado as múmias e os papiros à venda e, a pedido do Profeta Joseph Smith, vários membros da Igreja fizeram uma doação para adquirirem-nas. Em uma declaração de 5 de julho de 1835, Joseph Smith escreveu o seguinte a respeito da importância desses antigos escritos egípcios: “Comecei a tradução de alguns dos
caracteres hieroglíficos, e para minha grande alegria, descobri que os rolos continham escritos de Abraão (...). Verdadeiramente posso dizer que o Senhor está começando a revelar a abundância de paz e verdade”. (History of the Church, 2:236.)

Como o Profeta Traduziu os Antigos Escritos?
                O Profeta Joseph Smith não explicou seu método de traduzir esses registros. Como acontece com todas as outras escrituras, um testemunho da veracidade desses escritos é basicamente uma questão de fé. A maior evidência da veracidade do livro de Abraão não se encontra em uma análise de suas evidências físicas nem de seu fundo histórico, mas ao ponderar-se fervorosamente o seu conteúdo e poder.

Por Que o Profeta Joseph Smith Disse Ter Traduzido os Escritos de Abraão Se os Manuscritos Não Datam da Época de Abraão?
                Em 1966, onze fragmentos dos papiros que foram de propriedade do Profeta Joseph Smith foram descobertos no Metropolitan Museum of Art da cidade de Nova York. Eles foram dados à Igreja e analisados por estudiosos que os dataram entre 100 a.C. e 100 d.C. Uma objeção frequente à autenticidade do livro de Abraão baseia-se no fato de que os manuscritos não são suficientemente antigos para terem sido escritos por Abraão, que viveu quase dois mil anos antes de Cristo. Joseph Smith jamais declarou que os papiros tivessem sido escritos pelo próprio Abraão nem que fossem de sua época. É frequente referir-nos às obras de um autor
como “seus” escritos, quer ele os tenha escrito pessoalmente ou ditado a outros, quer tenham sido copiados por outros posteriormente.

O Que o Profeta Joseph Smith Fez com Sua Tradução?
                O livro de Abraão foi publicado originalmente em partes no Times and Seasons, uma revista da Igreja, a partir de março de 1842, em Nauvoo, Illinois. (Ver Introdução no início da Pérola de Grande Valor.) O Profeta Joseph Smith explicou que publicaria outras partes do livro de Abraão posteriormente, mas foi morto como mártir antes de poder fazê-lo. A respeito do possível tamanho da tradução completa, Oliver Cowdery disse certa vez que seriam necessários “volumes” para contê-la. (Ver Messenger and Advocate, dezembro de 1835, p. 236.) Além dos escritos hieroglíficos, o manuscrito também continha desenhos egípcios. Em 23 de fevereiro de 1842, o Profeta Joseph Smith pediu a Reuben Hedlock, um entalhador de madeira profissional e membro da Igreja, que preparasse uma xilogravura dos desenhos para que pudessem ser impressos. Hedlock terminou a xilogravura em uma semana, e Joseph Smith publicou os fac-símiles juntamente com o livro de Abraão. As explicações de Joseph Smith dos desenhos acompanham os fac-símiles.

O Que Aconteceu com as Múmias e os Papiros?
                Depois da morte do Profeta Joseph Smith, as quatro múmias e os papiros tornaram-se propriedade da mãe viúva de Joseph, Lucy Mack Smith. Quando Lucy morreu, em 1856, Emma Smith, a esposa do Profeta, vendeu a coleção ao Sr. A. Combs. Existem várias teorias sobre o que teria acontecido com as múmias e os papiros depois disso. Parece que pelo menos duas das múmias foram destruídas pelo fogo no grande incêndio de Chicago, em 1871. (Ver B. H. Roberts, New Witnesses for God, 3 vols., 1909–1911, 2:380–382.)
                No início da primavera de 1966, o Dr. Aziz S. Atiya, um professor da Universidade de Utah, descobriu vários fragmentos dos papiros do livro de Abraão, enquanto fazia uma pesquisa no Metropolitan Museum of Art na cidade de Nova York. Esses papiros foram presenteados à Igreja pelo diretor do museu, em 27 de novembro de 1967. O paradeiro atual das outras múmias e dos outros papiros é desconhecido. (Ver H. Donl Peterson, “Some Joseph Smith Papyri Rediscovered, 1967”, em Studies in Scripture, Volume Two, pp. 183–185.)

Qual É o Significado do Livro de Abraão?
                O livro de Abraão é uma evidência do chamado inspirado do Profeta Joseph Smith. Ele surgiu em uma época em que o estudo da língua e cultura do antigo Egito estava apenas começando. Os estudiosos do século XIX mal tinham acabado de começar a explorar o campo da egiptologia, mas sem nenhum estudo formal em línguas antigas e sem nenhum conhecimento do antigo Egito (com exceção de seu trabalho no Livro de Mórmon), Joseph Smith começou sua tradução dos antigos manuscritos. Seu conhecimento e capacidade foram-lhe concedidos pelo poder e dom de Deus, juntamente com sua determinação e fé. O livro de Abraão revela verdades do evangelho de Jesus Cristo que eram anteriormente desconhecidas pelos membros da Igreja na época de Joseph Smith. Ele também esclarece passagens difíceis encontradas em outros textos das escrituras.

Os Manuais citados podem ser encontrados aqui: http://institute.lds.org/manuals?lang=por

17 de jan. de 2012

Poque há três relatos da Criação?

                Na verdade, há quatro, se contarmos com o que nos é ensinado no Templo. Mas se consideramos um único relato o livro de Moisés (na Pérola de Grande Valor) e o de Gênesis - pois o primeiro é fruto de uma tradução do livro de Gênesis - então realmente teremos três relatos.
                O Senhor desejou que tivéssemos mais de um relato como testemunho de Sua Criação Divina. Como é dito em II Coríntios 13:1: "Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra". Assim não há como o povo não "ficar admirado, vendo que [há] mais que uma testemunha" (Alma 10:12).
                Além disso, cada relato acrescenta informações e dá uma perspectiva diferenciada sobre a Criação.
                Os relatos de criação nos fazem entender que, como disse o Élder John A. Widtsoe, que foi membro do Quórum dos Doze Apóstolos, “A Terra passou a existir pela vontade e poder de Deus. (…) Não foi por acaso. Os santos dos últimos dias acreditam que a Terra e o céu e as inúmeras coisas que acontecem no universo são fruto de uma ação inteligente, da mente de Deus”. (Evidences and Reconciliations, org. G. Homer Durham, 1960, p. 150.)
                Esses relatos não explicam claramente como a Terra foi criada, mas deixam muito evidente o motivo pelo qual foi criada. Foi criada para que os filhos de Deus se preparassem para exaltação.
                Nesses dias de ceticismo, ignorância, fabulas, teorias dos filhos dos homens que negam a existência de Deus e a criação divina - os relatos da Criação, em aparente simplicidade, são um refugio e escudo para os filhos de Deus - que acreditam, e até sabem, que tudo foi como os profetas disseram.
                O relato da criação pode ter e terá o mesmo efeito que teve sobre Leí e sua família, se buscarmos entendê-lo pelo Espírito: "(...) meu pai, Leí, tomou os registros que estavam gravados nas placas de latão e examinou-os desde o princípio. E viu que continham os cinco livros de Moisés, que faziam um relato da criação do mundo e também de Adão e Eva, que foram os nossos primeiros pais. (...) E então, quando meu pai viu todas essas coisas, encheu-se do Espírito e começou a profetizar sobre seus descendentes - Que essas placas de latão iriam a todas as nações, tribos, línguas e povos que fossem de sua descendência. Disse também que as placas de latão não seriam jamais destruídas nem escurecidas pelo tempo. E profetizou muitas coisas sobre sua semente. (1 Néfi 5:10-11, 17-19)
                Agradecemos ao Deus do céu por esses grandiosos relatos da Criação!

5 de jan. de 2012

Astrologia é verdadeira?

Pergunta original: "Você conhece algumas escrituras que diz sobre signos, astrologia, eu tinha no livro de perôla de grande valor , mas agora não me lembro, pode ser até citações de líderes que falem a respeito, eu agradeceria muito. Obrigado !!!"

 Astrologia é verdadeira?
 
                Eu sempre achei difícil pensar que alguém sério acredite fielmente na astrologia e nas previsões de algum horóscopo. Por meio de simples atividade empírica pode-se constatar que a astrologia é falsa. Entretanto, Satanás usou essa mentira dês do começo do mundo - e continuará a fazê-lo  até que Cristo retorne.
                O homem foi colocado neste estado mortal numa realidade temporal. Passado, Presente e Futuro são ideias claras para nós (mesmo que não as compreendamos plenamente). Sabemos que o ontem já passou, que estamos vivendo o presente e que amanhã será o melhor dia da semana: sexta-feira! - brincadeira! Mas a dimensão temporal é uma realidade para nós. O meu tema porém não é especificamente sobre o tempo nesta ocasião. Mas sim sobre previsão. Não é sobre se vai chover ou fazer sol, mas trata-se de explicar se acontecimentos futuros podem ser conhecidos e entendidos por nós.
                Um homem chamado Serem pregou certa vez que nenhum homem "pode falar de coisas futuras" (Jacó 7:7). Serem já morreu a muito tempo, porém suas ideias estão em nossos dias. A muitos que estão certos que ninguém sabe o que esta para vir. Outros acreditam que é possível saber de coisas futuras - e desses que estou tratando aqui.
                Sabemos que o homem pode sim saber de coisas futuras! Chamamos essa pessoa especial - que possui esse poder - de vidente: "Um vidente (...) pode saber tanto de coisas passadas, como de coisas futuras; e por meio deles todas as coisas serão reveladas, ou seja, coisas secretas serão manifestadas e coisas ocultas virão à luz; e darão a conhecer coisas que não são conhecidas; e também manifestarão coisas que, de outra maneira, não poderiam ser conhecidas. Assim, Deus providenciou um meio para que o homem, pela fé, pudesse operar grandes milagres; portanto ele se torna um grande benefício para seus semelhantes" (Mosias 8:17-18).
                Experimentamos esse dom (da vidência) quando ouvimos e seguimos os profetas em nossos dias. O presidente da Igreja, seus conselheiros e os Doze são profetas, videntes e reveladores (D&C 107:92, 124:94 - ver também o apoio das Autoridades Gerais em qualquer Conferência Geral). Os profeta podem ver o que nós não podemos. Daí a analogia frequente de que os profetas são atalaias que nos avisam dos perigos (GEE "Atalaia").
                Também experimentamos isso - de maneira bem pessoal e significativa - quando recebemos uma bênção patriarcal (GEE "Bênção Patriarcal").
                Além de tudo isso, aqueles que possuem o testemunho de Jesus recebem o espírito de profecia (Apocalipse 19:10). Eles são capazes de receber revelação para sua própria vida, para sua família e pessoas a quem servem. Moisés desejou que todo seu povo fosse profeta, ou seja tivesse um testemunho de Cristo e fosse capaz de conduzir suas vidas com revelação do alto (Números 11:29).O Profeta Joseph Smith ensinou que todo ministro de Cristo possui o espírito de revelação, e portanto é um profeta ("Os Dons Espirituais de Cura, Línguas, Profecia e Discernimento de Espíritos", Ensinamentos dos Presidentes da Igreja - Joseph Smith, pg. 405). Entretanto esses sentidos genéricos do termo"profeta" não devem ser confundidos com o chamado de profeta. Alguém que é chamado como profeta é alguém que possui o santo sacerdócio e tem autoridade para conduzir a obra de Deus. É um vidente, revelador e tradutor - e possui um poder especial (D&C 21:1, Mosias 8:15). Esses homens possuem um testemunho especial de Cristo: "A alguns [que são chamados como profetas] é dado saber, pelo Espírito Santo, que Jesus Cristo é o Filho de Deus e que foi crucificado pelos pecados do mundo. A outros é dado crer nas palavras deles, para que tenham também vida eterna se permanecerem fiéis." (D&C 46:13-14).
                Mas não vou entrar mais profundamente neste assunto. Basta-me provar pelas escrituras que cremos em profecias, revelações e previsões do futuro. De fato dizemos, como Mórmon, sabemos que muitas profecias "se cumpriram; sim, e (...) também [sabemos] que todas as coisas que foram profetizadas sobre nós, até este dia, se cumpriram; e que todas as que vão além deste dia certamente se cumprirão" (Palavras de Mórmon 1:4).
                Satanás é inimigo de Deus e é um grande imitador. Assim sendo, ele induz pessoas que não possuem o Espírito a fazerem previsões. Essas pessoas são chamadas genericamente de adivinhos. Cartomantes, astrólogos, profetas falsos, feiticeiros e outros que procuram não só dizer o que o futuro aguarda, mas o que você deve ou não deixar de fazer para que tal futuro lhe suceda - sem possuir o poder de Deus - são todos adivinhos.
                O Senhor deixou claro o que pensa sobre essas pessoas e suas obras. Ele disse a antiga Israel (e isso é válido para nós): "Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás para com o Senhor teu Deus. Porque estas nações, que hás de possuir, ouvem os prognosticadores e os adivinhadores; porém, quanto a ti, o Senhor teu Deus não te permitiu tal coisa" (Deuteronômios 18:10-14)
                Fico triste quando vejo irmãos da Igreja procurando saber o que o horóscopo diz sobre seu signo - ou participando de obras das trevas - porque todas essas são obras das trevas! Alguns fazem-no por brincadeira ou passatempo. Mas não seriam os primeiros esforços para construção de um novo bezerro de ouro? Grama por grama - é assim que se constrói a perdição!
                Prestem atenção: quando os horóscopos e a astrologia acabam ocupando um lugar de destaque em relação a nosso tempo, dinheiro e interesse acabamos colocamos nosso coração
nessas coisas - e consequentemente cometemos o grave pecado da idolatria.
                Isso não deve acontecer. Devemos ficar longe de todas essas coisas! O Senhor conclamou: "Retirai-vos, retirai-vos, saí daí, não toqueis coisa imunda; saí do meio [da iniquidade], purificai-vos, os que levais os vasos do Senhor!" (Isaías 52:11).
                É possível que os adivinhos acertem o futuro? Eles realmente podem realizar milagres? Para responder duas experiências da Bíblia precisam ser mencionadas.
                A primeira é a de Moisés. Moisés jogou seu cajado e este transformou-se em uma serpente. Os magos do faraó fizeram o mesmo (Êxodo 7:10-11). Mas não pelo poder de Deus. É evidente que Satanás tem poder para realizar certos milagres a fim de enganar os homens. Todavia ele possui limites. Os magos do Egito não conseguiram imitar todas as maravilhas de Deus (Êxodo 8:18-19).
                A segunda experiência é a de Paulo: "Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores" (Atos 16:16). Paulo expulsou o "espírito adivinhador" da moça mais tarde. Mas o fato que quero ressaltar é que se o espírito adivinhador não fizesse algumas previsões corretas então não daria lucro algum!
                Devemos recordar cinco fatos ao ponderar essas coisas:
1º.    Satanás e seus espíritos imundos não passaram pelo véu do esquecimento (como nós) e por isso conhecem o destino desta Terra muito bem. Eles podem assim indicar, até com certa precisão algum evento. Fazem isso sempre com a intenção de manipular, aterrorizar e lubridiar.
2º.    Satanás e seus espíritos demoníacos podem observar-nos atentamente, perceber nossas fraquezas e tentar-nos. Eles nos rodeiam e nos odeiam.
3º.    Satanás e seus seguidores usam de meias-verdades, ilusões, confusão e mistérios para enganar. Ninguém neste mundo esta imune a ouvir a voz do mal. O próprio Senhor Jesus Cristo sofreu muitas tentações, mas não deu atenção a nenhuma delas.
4º.    Satanás e suas hostes tem vantagem sobre os preguiçosos, céticos, ignorantes, supersticiosos, orgulhosos e cobiçosos. Essas pessoas se afastam da pureza da verdade e da luz de Cristo. Elas amam mais as trevas que a luz. A maioria procura uma atalho para um vida fácil. Elas procuram satisfazer-se de modo impróprio. Racionalizam e fantasiam supondo que tudo esta bem, e que ficará bem. Ela comem, bebem e se divertem adorando a qualquer coisa ou ser, exceto Deus. Elas estão no grande e espaço edifício e servem, intencionalmente ou não, ao diabo.
5º.    A adivinhação nunca trás felicidade. As obras das trevas podem conceder um prazer momentâneo - um riso e alegria temporária - mas nunca felicidade verdadeira. Mesmo que algo que o adivinho declare aconteça - não acabará nunca em um "feliz para sempre". Porque dê uma árvore má não provém frutos bons.
                Assim a base de nossa fé não deve ser as adivinhações e fantasias dos homens. O profeta Joseph Smith ensinou: "Observemos aqui quais são as três coisas necessárias a fim de que todo ser racional e inteligente possa exercer fé em Deus para a vida e salvação. Em primeiro lugar, o conceito de que Ele realmente existe. Em segundo lugar, uma idéia correta de Seu caráter, perfeições e atributos. Em terceiro lugar, um conhecimento real de que o curso que estamos seguindo em nossa vida está de acordo com Sua vontade. Pois sem o conhecimento desses três importantes fatores, a fé possuída por todo ser racional será obrigatoriamente imperfeita e improdutiva; mas com a compreensão disso ela pode tornar-se perfeita e frutífera.” (Lectures on Faith, p. 38.)
                Se tivermos essa fé adquiriremos o testemunho de Jesus e seremos profetas para nós mesmos. Não saberemos tudo a respeito de nosso futuro - porque vivemos pela fé - e a fé não é um perfeito conhecimento - é antes uma esperança. Com uma esperança, de tempos em tempos, Deus nos mostrará coisas que estão reservadas a nós, num futuro, próximo ou não - e tais coisas virão por meio de revelação - e não por horóscopo ou qualquer adivinhação.
                Com relação ao livro de Abraão - não há nenhuma referência a horóscopo e adivinhos que eu conheça lá. O que sei é que o Egito, embora já fosse uma grande nação idolatra - recebeu Abraão - e aprendeu muitos dos mistérios de Deus com ele - inclusive sobre as estrelas. Parece que depois, misturaram a verdade com as fantasias e entraram apostasia. Se a astrologia remota à essa longínqua época então ela é tão somente uma perversão das doutrinas verdadeiras.