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22 de jun. de 2014

Infinito

Giordano Bruno foi uma daquelas pessoas corajosas que defendeu a verdade, a despeito de grande oposição. Ele viveu durante a Idade Média, e foi perseguido pela Inquisição - o que culminou em muitos anos de prisão e uma horrível morte na fogueira. Qual foi o crime deste homem?

O crime foi proclamar que Deus é infinito e que criou outros mundos semelhantes aos nossos - que o universo não se restringe a nosso sistema solar. Tal ideia frutificou de uma revelação, um sonho, no qual Bruno viu a infinidade do Cosmos.

Esse sonho foi uma resposta a sua longa e incansável pesquisa em livros – muitos quais haviam sido proibidos pela Igreja Católica.

Regozijo-me com a coragem de Bruno. Ele buscou diligentemente e Deus, ao ver sua ansiedade – mostrou-lhe a verdade. E tal foi à visão que Bruno preferiu ser excomungado de três religiões diferentes, viver como andarilho e morrer como um criminoso.

Fico pensando em como ele, Bruno, ficaria feliz se soubesse que muitos séculos antes, Abraão, que é chamado pai pelas três maiores expressões religiosas do mundo, viu, pelo poder de Deus, as obras divinas. Está escrito:

“Assim eu, Abraão, falei com o Senhor face a face, como um homem fala com outro; e ele falou-me das obras que suas mãos haviam feito; E ele disse-me: Meu filho, meu filho (e sua mão estava estendida), eis que te mostrarei todas elas. E ele pôs a mão sobre meus olhos e eu vi aquelas coisas que suas mãos haviam feito; e eram muitas. E elas multiplicaram-se ante meus olhos e não consegui ver seu fim.” (Abraão 3:11-12).

Moisés também escreveu:

“E Deus falou a Moisés, dizendo: Eis que eu sou o Senhor Deus Todo-Poderoso; e Infinito é meu nome, pois eu sou sem princípio de dias ou fim de anos; e não é isso infinito?
E eis que tu és meu filho; portanto olha e mostrar-te-ei as obras de minhas mãos; mas não todas, porque minhas obras não têm fim nem tampouco minhas palavras, porque jamais cessam.
(...)
E aconteceu que Moisés olhou e viu o mundo no qual ele fora criado; e Moisés viu o mundo e seus confins e todos os filhos dos homens que existem e que foram criados; e maravilhou-se e assombrou-se muito com isso.
E eis que a glória de Deus estava sobre Moisés, de modo que Moisés permaneceu na presença de Deus e conversou com ele face a face. E o Senhor Deus disse a Moisés: Fiz essas coisas para meu próprio intento. Aqui há sabedoria e em mim permanece. E pela palavra de meu poder criei-as, a qual é meu Filho Unigênito que é cheio de graça e verdade.
E mundos incontáveis criei; e também os criei para meu próprio intento; e criei-os por meio do Filho, o qual é meu Unigênito. E ao primeiro homem de todos os homens chamei Adão, isto é, muitos.
Mas far-te-ei um relato apenas sobre esta Terra e seus habitantes. Pois eis que há muitos mundos que pela palavra de meu poder passaram. E há muitos que agora permanecem e são inumeráveis para o homem; mas todas as coisas são enumeráveis para mim, pois são minhas e eu conheço-as.” (Moisés 1:3-4, 8, 31-35)

Mas essas escrituras não estavam disponíveis na época de Giordano Bruno, pois na Idade das Trevas a Terra estava mergulhada em uma grande Apostasia.

Em nossos dias, a Luz da Verdade raiou novamente. E temos acesso a maravilhas. O Presidente Dieter F. Uchtdorf ensinou a respeito do Infinito:

“Quanto mais aprendemos sobre o Universo, mais compreendemos — pelo menos em pequena parte — o que Moisés sabia. O Universo é tão grande, misterioso e glorioso que é incompreensível à mente humana. “Mundos incontáveis criei”, disse Deus a Moisés.3A maravilha que é o céu à noite é um belo testemunho dessa verdade.

Poucas coisas enchem-me de assombro e tiram-me tanto o fôlego quanto voar na escuridão da noite acima de oceanos e continentes, olhando pela janela da cabine do avião para a glória infinita de milhões de estrelas.

Os astrônomos têm tentado contar o número de estrelas do Universo. Um grupo de cientistas estima que o número de estrelas dentro do alcance de nossos telescópios é dez vezes maior do que todos os grãos de areia que existem nas praias e desertos do mundo.

Essa conclusão tem uma impressionante semelhança com a declaração do antigo profeta Enoque: “E se fosse possível ao homem contar as partículas da Terra, sim, de milhões de terras como esta, não seria sequer o princípio do número de tuas criações”.


Dada a vastidão das criações de Deus, não é de admirar que o grande rei Benjamim tenha aconselhado seu povo “que [se lembrassem] e sempre [guardassem] na memória a grandeza de Deus e (…) própria nulidade [deles]”.

Sinto-me privilegiado por não apenas viver em uma época em que desfruto de liberdade para estudar e glorificar um Deus infinito e eterno, mas por ter acesso a escrituras e profetas que mostram uma grandiosidade e glória que transcendem a mesquinhes e orgulho dos homens. Toda Criação – estrelas, planetas e o tempo e a vida – testemunham a existência de um Ser Supremo.  Como Alma disse contra o cético Corior: “todas as coisas mostram que existe um Deus; sim, até mesmo a Terra e tudo que existe sobre a sua face, sim, e seu movimento, sim, e também todos os planetas que se movem em sua ordem regular testemunham que existe um Criador Supremo” (Alma 30:44).

Sinto-me grato também, por outra doutrina defendida por Bruno – que o levou prematuramente ao céu: que todas as criaturas possuem alma. Isso é ensinado na Bíblia, mas infelizmente o versículo esta mal traduzido.

Em Gênesis 2:5 lemos: “E toda a planta do campo que ainda não estava na terra, e toda a erva do campo que ainda não brotava; porque ainda o Senhor Deus não tinha feito chover sobre a terra, e não havia homem para lavrar a terra.” (Gênesis 2:5).

Mas em escrituras reveladas por meio do Profeta Joseph Smith há mais clareza:
“E toda planta do campo, antes de estar na Terra, e toda erva do campo, antes de brotar. Pois eu, o Senhor Deus, criei todas as coisas das quais falei espiritualmente, antes que elas existissem fisicamente na face da Terra. Pois eu, o Senhor Deus, não fizera chover sobre a face da Terra. E eu, o Senhor Deus, havia criado todos os filhos dos homens; e ainda não havia homem para lavrar a terra, pois no céu os criei; e ainda não havia carne sobre a Terra nem na água nem no ar” (Moisés 3:5).

Tendo sido tudo criado (ou organizado) espiritualmente havia um espírito eterno em cada ser. As plantas e os animais possuem espírito e esta Terra é um ser vivo (Moisés 7:48).

Como sou abençoado por este glorioso conhecimento. Brigham Young ensinou: “[Deus] preside incontáveis mundos que iluminam este pequeno planeta e milhões de mundos que não podemos ver; todavia, Ele observa a mais diminuta de Suas criações e nenhuma dessas criaturas passa despercebida. Nenhuma delas há que não tenha sido produzida por Sua sabedoria e poder.” (DBY, p. 20).

O Presidente Uchtdorf concluiu: “Irmãos e irmãs, o Ser mais poderoso do Universo é o Pai de seu espírito. Ele os conhece. Ele os ama com um amor perfeito.

Deus não o vê apenas como um ser mortal, em um pequeno planeta, que vive pouco tempo — Ele vê você como filho Seu. Ele vê você como o ser que você é capaz de se tornar e que foi designado a se tornar. Ele quer que você saiba que você é importante para Ele.

Que possamos sempre acreditar, confiar e alinhar nossa vida para que possamos entender nosso verdadeiro valor e potencial eternos.” (https://www.lds.org/general-conference/2011/10/you-matter-to-him?lang=por).

Sei que isso é verdade, e espero ser tão corajoso quanto Giordano Bruno ao defender essas verdades sagradas.

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Assista ao discursos do Presidente  Dieter F. Uchtdorf:


19 de jan. de 2012

Qual o significado de Judas 1:9?


                Antes de procurar entender o versículo 9 especificamente precisamos analisar o contexto da carta de Judas e compreender quem era esse homem, para quem ele escrevia e porque o fez.
                Judas era um dos irmãos do Senhor Jesus Cristo (assim como o bispo de Jerusalém, autor da epistola de Tiago). Ele não era o Judas que traiu o Senhor (Judas Iscariotes), e nem o outro Judas (chamado Tadeu).
                O Manual do Aluno do Seminário do Curso do Novo Testamento diz que Judas "conhecia bem o Velho Testamento e utilizava suas histórias e exemplos para ensinar lições importantes." Lá é explicado também que "Judas estava preocupado com os perigos da apostasia, que estava aumentando pouco a pouco entre as pessoas a quem escreveu. Algumas não estavam alertas ao perigo que o câncer das doutrinas falsas que lhes estavam sendo ensinadas representavam." (pág. 163)
                No primeiro versículo notamos que Judas dirige sua carta aos "chamados" santificados. Então é uma carta para membros da Igreja, pessoas que conheciam muito bem as escrituras sagradas. Judas escreve porque percebe a necessidade de exortar os santos a "batalhar pela fé", pois, como ele mesmo explica se introduziram entre os santos "homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus". Ele então passa a dar vários exemplos sobre pessoas que referem as trevas.
                Primeiro Judas cita a história do Êxodo da Antiga Israel; depois fala sobre os "anjos que não guardaram o seu principado" - que são os filhos da perdição - os espíritos que, na vida pré-mortal, decidiram seguir Lúcifer e, consequentemente, tornaram-se demônios. O terceiro exemplo é Sodoma e Gomorra.
                Nos três exemplos houve consequências terríveis. Deus "destruiu" os infiéis israelitas. Quanto aos anjos do mal foi-lhes reservada "escuridão" e "prisões eternas". E para os habitantes de Sodoma e Gomorra a pena foi "fogo eterno".
                Então Judas diz: "Mas o arcanjo Miguel, quando contendia com o diabo, e disputava a respeito do corpo de Moisés, não ousou pronunciar juízo de maldição contra ele, mas disse: o Senhor te repreenda".
              Judas prossegue com seus exemplos, citando Caim, Balaão e Coré - dizendo que muitos seguem as obras desses homens iníquos. Então ele exorta os santos a lembrarem-se que tamanha iniquidade havia sido profetizado dês dos primórdios e até pelos próprios líderes atuais da Igreja. Finalmente Judas aconselha, nos versículos 20-25, a perseverança dos santos - prometendo que o Senhor é poderoso para salvar, purificar e nos encher da alegria.
                Agora que temos uma visão geral do livro de Judas voltemos ao versículo nove. O Manual do Instituto de Religião do Curso do Novo Testamento explica: "Os comentaristas da Bíblia presumem que este incidente de fato aconteceu, e que Judas o conhecia e estava citando esse evento de um livro, agora apócrifo, que existia em sua época, intitulado "A Ascenção de Moisés", que chegou até nós somente de forma fragmentária. Essa obra não-canônica apresenta a doutrina de que Moisés foi transladado e subiu aos céus sem provar a morte. Esses escritos parecem tratar de "certas revelações feitas por Moisés" e do seu "desaparecimento numa nuvem, de modo que sua morte foi oculta da vista humana (...) Miguel foi comissionado a enterrar Moisés. Satanás se opôs, pro dois motivos: (1) porque ele era o senhor da matéria e por isso tinha o direito de que o corpo fosse entregue a ele; (2) porque Moisés era um criminoso, tendo assassinado o egípcio. Após refutar as acusações do diabo, Moisés acusou Satanás de haver instigado a serpente a tentar Eva. Finalmente, depois de vencer toda oposição, a ascensão de Moisés ocorreu na presença de Josué e Calebe." (pg. 485).
                A seguir o Manual esclarece que esse relato saiu de um livro apócrifo - e por isso não deve ter o mesmo credito que as obras-padrão (GEE “Apócrifo”. Além disso, o manual do seminário chama o versículo nove de "parábola"  dando um status de "uma história simples usada para ilustrar ou ensinar uma verdade ou princípio espiritual" (GEE "Parábola").
            A Bíblia em inglês, espanhol e as diversas versões em português não alteram substancialmente esses versículo.

            Mas afastando, por um momento, a informação apócrifa e focando apenas no texto das obras-padrão que possuímos, teríamos que nos perguntar: quando Moisés contendeu com o diabo? E quando o diabo disputou com Miguel a respeito do corpo de Moisés?
               1- O primeiro evento que se encaixa ocorreu na vida pré-mortal: "E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão, e batalhavam o dragão e seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo, e Satanás, que engana todo mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele." (Apocalipse 12:7-9)
                Satanás e seus anjos lutaram contra Miguel. A causa de Miguel era a causa de Cristo - permitir que o Plano do Pai fosse aplicado - que ganhássemos um corpo de carne e ossos e pudéssemos provar-nos dignos de um corpo exaltado ao lado do Pai. A esses espíritos maus foi negado o direito de nascer e ter um corpo físico.
            Assim Miguel lutou pelo direito de Moisés nascer e ganhar um corpo, e ter a oportunidade de um dia possuir um tabernáculo exaltado, como o Pai Celestial. Ele também lutou por nós, para recebermos as mesmas dádivas. Ai esta um dos motivos pelos quais nosso pai Adão, o Ancião de Dias, o arcanjo Miguel, é nosso príncipe, líder e pai.
            2- Mas há outras ocasiões onde Moisés enfrentou Satanás. A Pérola de Grande Valor, por exemplo, menciona uma ocasião interessante em que Satanás procurou destruir a alma de Moisés. (Moisés 1:12-22). Nesse caso, porém, não há menção de uma ajuda direta de Miguel – nem de qualquer anjo. É dito simplesmente que Moisés “recebeu forças” (v. 21).
           
            A terceira hipótese refere-se à transladação de Moisés, mas precisa ser unificada ao texto apócrifo para explicar Judas 1:6.
3- Sabemos que Moisés não provou a morte, embora a Bíblia diga, por equivoco das traduções, que ele tenha morrido (Deuteronômios 34:5-7). Moisés foi ”sepultado pela mão do Senhor”, ou em outras palavras, “as escrituras (...) dizem que o Senhor levou Moisés para junto de si” (Alma 45:19). O Guia de Estudo Para as Escrituras explica que seres transladados são “pessoas que são transformadas, de modo que não experimentam a dor nem a morte até o momento de sua ressurreição para a imortalidade.” E acrescenta no rol de referências Deuteronômios 34:5–6 e Alma 45:19  (GEE “Seres Transladados”) – nos mostrando que Moisés foi transladado.
            Assim Moisés, quando estava prestes a morrer, teve que enfrentar o demônio uma última vez. Com ajuda celestial venceu os argumentos diabólicos e foi levado por uma “carruagem de fogo”, como Elias – sendo arrebatado e transladado. Mas esses detalhes, insisto, não são explicados se não pelo texto apócrifo.

            Portanto, concluindo, não sabemos exatamente sobre qual evento da vida de Moisés Judas esta se referindo. É verdade que estamos mais inclinados a considerar a terceira hipótese como verdadeira – por ter sido citada pelo Élder Bruce R. McConkie em seus escritos. Também não sabemos se se trata de uma parábola fictícia ou uma história real. Pessoalmente estou mais inclinado a considerar a história como uma parábola fictícia – semelhante à conversa de Deus com o diabo no livro de Jó (Jó 1:6-12).

            Apesar de nossa aparente conclusão cinzenta e infrutífera, podemos tirar importantes lições do versículo 9 de Judas – que dão, inclusive, significado a passagem:
1.       Miguel é um arcanjo (anjo de destaque com grande autoridade)
2.       Miguel e o diabo são antagônicos - e lutaram (contenderam, discutiram ou disputavam – dependendo da tradução) pelo corpo (ou pelo direito ao corpo) de Moisés. O mesmo pode, por analogia, ser dito sobre nós – eles lutam por nossas almas (corpo + espírito, D&C 88:15-16) – exercendo sua influência poderosa sobre nós.
3.       Satanás deseja nosso corpo e esta disposto a empregar seus (maiores) esforços para possuir-nos
4.       Miguel poderia pronunciar juízo ou maldição sobre Satanás, mas não o fez.
5.       Miguel deixou o julgamento e condenação do diabo para o Senhor.
6.       Será permitido a Satanás (e seus servos) disputar por nós até o tempo em que o Senhor o (os) repreenda.

        Enfim, Judas esta dizendo, é mais ou menos isso: “Irmãos, há muita iniquidade entre vocês – essas coisas são assim dês de antes da criação do mundo. Caim, os sodomitas e os antigos israelitas – todos pecaram. Não façam o mesmo. Admoesto-vos a não fazerem o mesmo. Todas as tentações e provações tem um propósito. Tudo isso foi profetizado. Mesmo Miguel não impediu Satanás de infligir seus ataques contra Moisés. Vocês também não serão poupados das tentações. Mas, por favor, não cedam ao diabo. Não façam o mesmo que Caim, Coré e Balaão – porque o Senhor vai voltar – vai voltar uma Segunda vez – e dessa vez em glória. Mantenham-se no amor de Deus e ajudem o seu próximo a fazerem o mesmo. Se fizerem isso eu prometo, que o Deus sábio, Salvador nosso, vai apresenta-los irrepressíveis, com alegria, perante a sua glória.”

17 de jan. de 2012

Poque há três relatos da Criação?

                Na verdade, há quatro, se contarmos com o que nos é ensinado no Templo. Mas se consideramos um único relato o livro de Moisés (na Pérola de Grande Valor) e o de Gênesis - pois o primeiro é fruto de uma tradução do livro de Gênesis - então realmente teremos três relatos.
                O Senhor desejou que tivéssemos mais de um relato como testemunho de Sua Criação Divina. Como é dito em II Coríntios 13:1: "Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra". Assim não há como o povo não "ficar admirado, vendo que [há] mais que uma testemunha" (Alma 10:12).
                Além disso, cada relato acrescenta informações e dá uma perspectiva diferenciada sobre a Criação.
                Os relatos de criação nos fazem entender que, como disse o Élder John A. Widtsoe, que foi membro do Quórum dos Doze Apóstolos, “A Terra passou a existir pela vontade e poder de Deus. (…) Não foi por acaso. Os santos dos últimos dias acreditam que a Terra e o céu e as inúmeras coisas que acontecem no universo são fruto de uma ação inteligente, da mente de Deus”. (Evidences and Reconciliations, org. G. Homer Durham, 1960, p. 150.)
                Esses relatos não explicam claramente como a Terra foi criada, mas deixam muito evidente o motivo pelo qual foi criada. Foi criada para que os filhos de Deus se preparassem para exaltação.
                Nesses dias de ceticismo, ignorância, fabulas, teorias dos filhos dos homens que negam a existência de Deus e a criação divina - os relatos da Criação, em aparente simplicidade, são um refugio e escudo para os filhos de Deus - que acreditam, e até sabem, que tudo foi como os profetas disseram.
                O relato da criação pode ter e terá o mesmo efeito que teve sobre Leí e sua família, se buscarmos entendê-lo pelo Espírito: "(...) meu pai, Leí, tomou os registros que estavam gravados nas placas de latão e examinou-os desde o princípio. E viu que continham os cinco livros de Moisés, que faziam um relato da criação do mundo e também de Adão e Eva, que foram os nossos primeiros pais. (...) E então, quando meu pai viu todas essas coisas, encheu-se do Espírito e começou a profetizar sobre seus descendentes - Que essas placas de latão iriam a todas as nações, tribos, línguas e povos que fossem de sua descendência. Disse também que as placas de latão não seriam jamais destruídas nem escurecidas pelo tempo. E profetizou muitas coisas sobre sua semente. (1 Néfi 5:10-11, 17-19)
                Agradecemos ao Deus do céu por esses grandiosos relatos da Criação!