Não começamos a existir com o nascimento. E também não terminaremos a vida com a morte. O Senhor explicou isso a Abraão: “[os espíritos] não tiveram princípio; eles existiam antes, eles não terão fim, eles existirão depois, pois são gnolaum, ou seja, eternos” (Abraão 3:18).
O profeta Joseph Smith representou a eternidade dos espíritos de maneira brilhante: “Tiro meu anel do dedo e o comparo à mente do homem: a parte imortal, porque não tem princípio. Suponham que o cortemos em dois; então ele passa a ter um princípio e um fim; mas se os unirmos de novo ele volta a ser um círculo eterno. O mesmo acontece com o espírito do homem. Tal como vive o Senhor, se ele tivesse um princípio, teria um fim. Todos os homens tolos, instruídos e sábios desde o princípio da criação que dizem que o espírito do homem teve um princípio provam que ele deve ter um fim; e se essa doutrina é verdadeira, então a doutrina da aniquilação também seria verdadeira. (...) Todas as mentes e espíritos que Deus enviou ao mundo são capazes de progredir. Os primeiros princípios do homem são auto-existentes com Deus” (Ensinamentos dos Presidentes da Igreja – Joseph Smith, capítulo 17 – “O Grande plano de Salvação”, pg. 219).
Quando as escrituras falam “no princípio” ou “antes da fundação do mundo” ou mesmo “fundação do mundo” estão referindo-se a vida pré-mortal. Muitos eventos sumamente importantes aconteceram naquele primeiro estado.
Sabemos que éramos inteligências e que fomos gerados por Deus, ganhando um corpo espiritual. Devo ser cuidadoso agora para explicar claramente essa frase: “éramos inteligências...” Primeiro por que muitos têm especulado sobre o assunto criando mais confusão do que entendimento. Quando falo Inteligência não estou falando, obvio, somente de capacidade intelectual. Estou falando da luz e verdade de Deus (D&C 93:29). Nas escrituras há três significados mais relevantes para o termo inteligência: (1) a luz de Cristo – que dá vida a todas as cosias; (2) os filhos espirituais de Deus; (3) “elemento-espírito espírito que existia antes de sermos gerados como filhos espirituais” (GEE “Inteligência(s)”).
Para ser franco, mesmo com todas as escrituras que temos disponíveis pouco nos foi revelado do que realmente consistem as inteligências no terceiro sentido apontado acima. Eu e você somos inteligências. Os animais do campo e as árvores também são inteligências. Essa Terra e tudo que nela há são inteligências. Todos éramos um elemento-espírito antes de ganharmos um corpo espiritual. Ainda somos todos inteligências por sermos eternos e termos direito a luz de Cristo.
O Senhor reina sobre todas as inteligências (Abraão 3:21). E as inteligências não podem ser criadas nem feitas (D&C 93:29). Em sua esfera (isto é, dentro de certos parâmetros ou limites) toda inteligência é independente para agir, pois sem isso não há existência (D&C 93:30). Sobre isso o profeta Joseph Smith ensinou mais: “(...) Posso proclamar com destemor do alto dos telhados que Deus nunca teve de maneira alguma o poder para criar o espírito do homem. O próprio Deus não poderia criar a Si mesmo. A inteligência é eterna e baseia-se em um princípio auto-existente. É um espírito de era em era, e não houve uma criação envolvida. (...) O próprio Deus, vendo que estava em meio a espíritos e glória, porque era mais inteligente, considerou adequado instituir leis por meio das quais eles poderiam ter o privilégio de progredir como Ele próprio. O relacionamento que temos com Deus nos coloca em condições de avançar em conhecimento. Ele tem poder para instituir leis para instruir as inteligências mais fracas, para que possam ser exaltadas com Ele mesmo, de modo a terem glória sobre glória e todo o conhecimento, poder, glória e inteligência exigidos para salvá-las (...).”
Inteligência é luz e verdade – essa é a definição das escrituras (D&C 93:29, 36). Verdade é o conhecimento do que foi, do que é e do que será. Luz é a energia, poder ou influência divina (GEE “Luz, Luz de Cristo”). Quanto mais luz e verdade obtemos mais inteligentes ficamos. A Glória de Deus é inteligência (D&C 93: 36). Glória é quantum de luz e verdade: quanto mais glória, mais inteligência há. Deus é cheio de glória – é cheio de luz e verdade. De fato, Ele é o mais inteligente entre todas as inteligências (Abraão 3:19). Ele conhece todas as coisas e tem todo poder (2 Néfi 2:24, D&C 19:3). Quanto mais nos aproximamos de Deus mais luz e verdade recebemos, mais inteligentes nos tornamos.
Neste ponto, alguns poderiam se perguntar: se Deus tem todo poder, como o Profeta Joseph Smith ensinou que Deus não pode “criar” inteligências – não seria essa uma contradição?
Tratarei do assunto dos atributos de Deus no futuro. Entretanto tanto para a resposta que darei, quanto para o assunto das inteligências quanto para vários outros temas que o Senhor, em sabedoria decidiu não nos revelar completamente, advirto: somos, enquanto na mortalidade, seres finitos e não podemos compreender o infinito a menos que nossos olhos sejam abertos – como dos antigos profetas. De fato, se entendêssemos tudo na condição frágil que estamos isso seria uma prova que Deus é frágil como nós.
29 de dez. de 2010
26 de dez. de 2010
O MAIS IMPORTANTE CONHECIMENTO
Já vou dizendo logo qual é o mais importante conhecimento que alguém pode obter: é o conhecimento de que se é um filho de Deus. Vou explicar porque esse é o conhecimento mais importante, no que ele consiste, como obter tal certeza e, finalmente, quais os frutos desse entendimento. Porém, antes nesta postagem, preciso esclarecer o significado de conhecimento.
Conhecimento não é sinônimo de informação, embora informação seja uma parte importante do conhecimento. Saber de uma coisa não significa necessariamente conhecê-la. Pode ser que seja assim nas interações seculares. Por exemplo, alguém pode dizer que conhece a Bíblia tão somente porque a leu. Talvez essa pessoa até tenha estudado com cautela e dedicação a Bíblia. Mas isso não significa que conheça a Bíblia. Informar-se, cientificar-se, inteirar-se e identificar-se é apenas um dos componente do verdadeiro conhecimento.
Veja bem, eu não quero ser confuso. Nem quero criar uma sistematização complicada e dificultosa. Pelo contrário, apenas quero esclarecer o que vem a ser verdadeiramente conhecimento.
Quero mostrar uma escritura. Eis ela: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Essa passagem diz que aqueles que conhecerem a Deus e a Jesus Cristo terão vida eterna. Vida Eterna é o maior dom de Deus e significa viver com Deus e ser como Ele (GEE “Vida Eterna”). Pois bem, o diabo reconhece muito bem a existência de Deus. De fato, nós, mortais, que vivemos debaixo do véu não lembramos de Deus, e a maioria de nós não o viu e nem o verá enquanto na mortalidade. Daí porque dizemos que vivemos pela fé, e não pela visão (I Coríntios 13:12, II Coríntios 5:7). E também que a fé não é um perfeito conhecimento (Alma 32:21, 26). O diabo não nasceu, nem nascerá – não ganhará um corpo físico – por isso nunca passou e nem passará pelo véu do esquecimento. Ele não precisa da fé para saber que Deus é real.
O Bispo de Jerusalém escreveu a Igreja de sua época: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem” (Tiago 2:19). Crer nesta escritura se refere a reconhecer. Os demônios conhecem Deus e seu plano? Sim e não. Eles até podem recitar escrituras, e o fazem – para enganar as pessoas (Mateus 4:6); e estou certo que eles conhecem as escrituras muito mais do que muito de nós; todavia eles não têm vida eterna, e nem a terão (D&C 76:28-38): falta-lhes verdadeiro e puro conhecimento! Ou seja: eles têm apenas parte do conhecimento.
Já que conhecimento não pode apenas ser informação ou reconhecimento de um fato, devemos ir avante e interpretar melhor o que vem a ser.
Nas escrituras aprendemos que o conhecimento puro expande a alma (D&C 121:42), o que para mim significa uma transformação no coração, um despertar de um profundo sono, um despertar para Deus, ser iluminado pela luz da palavra eterna, sentir e saber que foram rompidas as ligaduras da morte (Alma 5:7-10). Verificando essas escrituras vemos que “o coração do entendido adquire conhecimento; e o ouvido dos sábios busca conhecimento” (Provérbios 18:15), e que, conseqüentemente, conhecimento é tanto uma cientificação na mente quanto um sentimento ou impressão no coração. Coração é símbolo da vontade e disposição do homem (“Coração” GEE). Coração, portanto, significa não só emoção, mas desejo. E os desejos comumente levam-nos a ação. Conhecimento também é ação. É por isso que Jeremias, mesmo cansado de pregar a um povo iníquo não podia cessar de clamar-lhes arrependimento. Ele tinha um conhecimento tão grande que era como fogo encerrado em seus ossos, e mesmo fatigado de sofrer ainda continuava exortando (Jeremias 20:9-11). Seu conhecimento não se restringia a saber ou sentir, mas ia além e o levava a agir.
Concluindo: conhecimento é saber, sentir, fazer e tornar-se. O diabo pode até saber que Jesus é o Cristo (Atos 19:15), mas ele não age de acordo com esse conhecimento. Por isso falei que os demônios têm apenas parte do conhecimento.
Uma das minhas citações favoritas é essa: “A doutrina verdadeira, quando compreendida, muda as atitudes e o comportamento. O estudo das doutrinas do evangelho melhorará o comportamento mais rapidamente do que o estudo do comportamento conseguirá fazê-lo”. (Presidente Boyd K. Packer, “Criancinhas”, A Liahona, janeiro de 1987, P.16).
Não basta apenas se inteirar do conteúdo das escrituras, mas sim de entesourar e agir de acordo com o que se aprende. O conhecimento verdadeiro muda a pessoa. Isso não significa que ela sempre será fiel a esse conhecimento. De fato, nem sempre vivemos a altura do conhecimento que possuímos. E também devemos lembrar que “a quem muito é dado, muito é exigido e o que pecar contra a luz maior receberá condenação maior”. Por exemplo, aqueles que chegam a conhecer a Deus e a Jesus Cristo e são selados para vida eterna, se deixarem de viver de acordo com o que sabem, tornar-se-ão filhos da perdição (D&C 132: 27). Mas esse é um assunto para outra ocasião.
Há pessoas que “aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3:7). Essas, como já demonstrei, apenas sabem ou sabem e sentem, mas não agem nem se transformam. Elas obtém apenas parte do conhecimento.
O conhecimento mais importante é o de sentir que se é um filho de Deus, é o de saber que se é um filho de Deus, é o de agir como um filho de Deus e é o de tornar-se um filho de Deus. A vida eterna é tornar-se como Deus, sentindo como ele se sente, sabendo o que ele sabe e fazendo tudo o que ele faria se estivesse em nosso lugar.
Conhecimento não é sinônimo de informação, embora informação seja uma parte importante do conhecimento. Saber de uma coisa não significa necessariamente conhecê-la. Pode ser que seja assim nas interações seculares. Por exemplo, alguém pode dizer que conhece a Bíblia tão somente porque a leu. Talvez essa pessoa até tenha estudado com cautela e dedicação a Bíblia. Mas isso não significa que conheça a Bíblia. Informar-se, cientificar-se, inteirar-se e identificar-se é apenas um dos componente do verdadeiro conhecimento.
Veja bem, eu não quero ser confuso. Nem quero criar uma sistematização complicada e dificultosa. Pelo contrário, apenas quero esclarecer o que vem a ser verdadeiramente conhecimento.
Quero mostrar uma escritura. Eis ela: “E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Essa passagem diz que aqueles que conhecerem a Deus e a Jesus Cristo terão vida eterna. Vida Eterna é o maior dom de Deus e significa viver com Deus e ser como Ele (GEE “Vida Eterna”). Pois bem, o diabo reconhece muito bem a existência de Deus. De fato, nós, mortais, que vivemos debaixo do véu não lembramos de Deus, e a maioria de nós não o viu e nem o verá enquanto na mortalidade. Daí porque dizemos que vivemos pela fé, e não pela visão (I Coríntios 13:12, II Coríntios 5:7). E também que a fé não é um perfeito conhecimento (Alma 32:21, 26). O diabo não nasceu, nem nascerá – não ganhará um corpo físico – por isso nunca passou e nem passará pelo véu do esquecimento. Ele não precisa da fé para saber que Deus é real.
O Bispo de Jerusalém escreveu a Igreja de sua época: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem” (Tiago 2:19). Crer nesta escritura se refere a reconhecer. Os demônios conhecem Deus e seu plano? Sim e não. Eles até podem recitar escrituras, e o fazem – para enganar as pessoas (Mateus 4:6); e estou certo que eles conhecem as escrituras muito mais do que muito de nós; todavia eles não têm vida eterna, e nem a terão (D&C 76:28-38): falta-lhes verdadeiro e puro conhecimento! Ou seja: eles têm apenas parte do conhecimento.
Já que conhecimento não pode apenas ser informação ou reconhecimento de um fato, devemos ir avante e interpretar melhor o que vem a ser.
Nas escrituras aprendemos que o conhecimento puro expande a alma (D&C 121:42), o que para mim significa uma transformação no coração, um despertar de um profundo sono, um despertar para Deus, ser iluminado pela luz da palavra eterna, sentir e saber que foram rompidas as ligaduras da morte (Alma 5:7-10). Verificando essas escrituras vemos que “o coração do entendido adquire conhecimento; e o ouvido dos sábios busca conhecimento” (Provérbios 18:15), e que, conseqüentemente, conhecimento é tanto uma cientificação na mente quanto um sentimento ou impressão no coração. Coração é símbolo da vontade e disposição do homem (“Coração” GEE). Coração, portanto, significa não só emoção, mas desejo. E os desejos comumente levam-nos a ação. Conhecimento também é ação. É por isso que Jeremias, mesmo cansado de pregar a um povo iníquo não podia cessar de clamar-lhes arrependimento. Ele tinha um conhecimento tão grande que era como fogo encerrado em seus ossos, e mesmo fatigado de sofrer ainda continuava exortando (Jeremias 20:9-11). Seu conhecimento não se restringia a saber ou sentir, mas ia além e o levava a agir.
Concluindo: conhecimento é saber, sentir, fazer e tornar-se. O diabo pode até saber que Jesus é o Cristo (Atos 19:15), mas ele não age de acordo com esse conhecimento. Por isso falei que os demônios têm apenas parte do conhecimento.
Uma das minhas citações favoritas é essa: “A doutrina verdadeira, quando compreendida, muda as atitudes e o comportamento. O estudo das doutrinas do evangelho melhorará o comportamento mais rapidamente do que o estudo do comportamento conseguirá fazê-lo”. (Presidente Boyd K. Packer, “Criancinhas”, A Liahona, janeiro de 1987, P.16).
Não basta apenas se inteirar do conteúdo das escrituras, mas sim de entesourar e agir de acordo com o que se aprende. O conhecimento verdadeiro muda a pessoa. Isso não significa que ela sempre será fiel a esse conhecimento. De fato, nem sempre vivemos a altura do conhecimento que possuímos. E também devemos lembrar que “a quem muito é dado, muito é exigido e o que pecar contra a luz maior receberá condenação maior”. Por exemplo, aqueles que chegam a conhecer a Deus e a Jesus Cristo e são selados para vida eterna, se deixarem de viver de acordo com o que sabem, tornar-se-ão filhos da perdição (D&C 132: 27). Mas esse é um assunto para outra ocasião.
Há pessoas que “aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade” (2 Timóteo 3:7). Essas, como já demonstrei, apenas sabem ou sabem e sentem, mas não agem nem se transformam. Elas obtém apenas parte do conhecimento.
O conhecimento mais importante é o de sentir que se é um filho de Deus, é o de saber que se é um filho de Deus, é o de agir como um filho de Deus e é o de tornar-se um filho de Deus. A vida eterna é tornar-se como Deus, sentindo como ele se sente, sabendo o que ele sabe e fazendo tudo o que ele faria se estivesse em nosso lugar.
22 de dez. de 2010
Que presente posso dar a Cristo neste Natal?
Neste Natal que tal dar um presente para o Salvador? Eu gostaria de fazer isso, e acho que muitos dos que lerem esta postagem também. Mas o que eu e você podemos dar a um Deus – que já tem tudo – sendo de eternidade em eternidade, onisciente, onipotente e onipresente? A única maneira de saber é estudar Sua Palavra e identificar o que ele nos pede.
Durante a vida do Salvador alguns procuraram honrá-lo com presentes. Quando ainda era pequenino reis (talvez três) vieram lhe visitar. Eles ofereceram ouro, incenso e mirra (Mateus 2:11). Pode até haver um simbolismo místico por trás de cada presente, todavia o que quero ressaltar é que eles deram o que julgaram ser melhor ao rei dos reis, que eles sabiam, era aquele infante menino. Eles ofereceram mais do que presentes materiais. As escrituras dizem que eles se prostraram e O adoraram.
Ao estudar a vida de Cristo notei que ele não procurava ouro e prata, como alguns de nós o fazem tão ardentemente. Na realidade ele já tinha tudo isso. Quando Pedro precisou pagar o imposto, o Senhor lhe indicou que uma moeda estava na boca de um peixe que ainda seria pescado! (Mateus 17:27) Isso me faz concluir, que se Ele quisesse poderia ter todo ouro do mundo, pois poderia localizá-lo com seu poder. Ele não precisa e certamente não quer posses materiais. Ele mesmo ensinou que estas coisas são corruptíveis: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6:19).
O que Ele quer de nós então? Ele respondeu com simplicidade: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15). O rei Benjamim ensinou: “E eis que tudo que ele requer de vós é que guardeis seus mandamentos” (Mosias 2:22).
Se o Salvador quer que guardemos seus mandamentos quais são estes mandamentos? “E disse aos filhos dos homens: Segui-me. Portanto, meus amados irmãos, poderemos nós seguir a Jesus se não estivermos dispostos a guardar os mandamentos do Pai? E disse o Pai: Arrependei-vos, arrependei-vos e sede batizados em nome do meu Filho Amado” (2 Néfi 31:10-11).
Para aqueles que não entraram nas águas do batismo na Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias o convite é claro: devem ser batizados. Mas e aqueles que já foram batizados?
“Eis, porém, meus amados irmãos, que assim veio a mim a voz do Filho, dizendo: Depois de vos arrependerdes de vossos pecados e de testificardes ao Pai que estais dispostos a guardar meus mandamentos pelo batismo de água; e de haverdes recebido o batismo de fogo e do Espírito Santo e de poderdes falar em uma língua nova, sim, na língua de anjos; se depois disso me anegardes, teria sido melhor para vós que não me houvésseis conhecido. E ouvi a voz do Pai, dizendo: Sim, as palavras do meu Amado são verdadeiras e fiéis. Quem perseverar até o fim, esse será salvo. E agora, meus amados irmãos, sei por isso que, a menos que o homem persevere até o fim, seguindo o exemplo do Filho do Deus vivente, não poderá ser salvo. (...) E estareis então no caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna; sim, havereis entrado pela porta; havereis procedido segundo os mandamentos do Pai e do Filho; e havereis recebido o Espírito Santo, que dá testemunho do Pai e do Filho em cumprimento da promessa que vos fez de que, se entrásseis pelo caminho, receberíeis. E agora, meus amados irmãos, depois de haverdes entrado neste caminho estreito e apertado, eu perguntaria se tudo terá sido afeito. Eis que vos digo: Não; porque não haveríeis chegado até esse ponto se não fosse pela palavra de Cristo, com fé inabalável nele, confiando plenamente nos méritos daquele que é poderoso para salvar. Deveis, pois, prosseguir com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança e amor a Deus e a todos os homens. Portanto, se assim prosseguirdes, banqueteando-vos com a palavra de Cristo, e perseverardes até o fim, eis que assim diz o Pai: Tereis vida eterna” (1 Néfi 31:14-16, 18-20).
Com essa escritura aprendemos que depois de sermos batizados devemos honrar esse convênio e perseverar até o fim. Semanalmente recebemos uma ajuda especial para isso. Chama-se sacramento: pão e água são distribuídos aos dignos para que eles sempre se lembrem de Cristo, procurem tomar sobre si o nome Dele e guardem Seus mandamentos. Esse convênio inclui guardar o dia do Senhor, pagar o dízimo, estudar as escrituras, orar, jejuar, seguir os profetas, etc.
Esse compromisso, de permanecer fiel, significa oferecer um sacrifício – um coração quebrantado e um espírito contrito (3 Néfi 9:20).
Em suma, Cristo nos pede nosso coração: “eu, o Senhor, exijo o coração dos filhos dos homens” (D&C 64:22). O coração é o símbolo da disposição e vontade do homem (GEE “Coração”). É o símbolo de nosso arbítrio. O que Cristo quer de nós é nossa vontade. Creio que essa é a única coisa que é realmente nossa e podemos ofertar a Ele. Dar nossa vontade significa seguir Cristo e agradecê-lo.
Neste Natal e em todos os dias de nossa vida que possamos presentear Cristo com boas ações, fazendo o que ele faria em nosso lugar – exercendo nosso arbítrio da maneira que sabendo ser correta, não demorando para guardar seus mandamentos. Que possamos ser batizados. Se já o fomos na Igreja verdadeira, que possamos honrar esse convênio e oferecer a Cristo muito mais do que ouro, incenso e mirra – porque essas coisas já são Dele. Que possamos dar tudo o que temos, mesmo que seja pouco: todo nosso coração, poder, mente e força. Que possamos estar dispostos a perder nossa vida por amor a Ele.
No final, ao darmos nossa vontade, deixaremos o Mestre muito feliz, mas substancialmente não lhe acrescentaremos nada. De fato, ao presentear Cristo com nosso coração, nós é que somos mais abençoados: “quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” (Mateus 10:39). Como o rei Benjamim ensinou mesmo que ofertemos tudo a Deus ainda lhe seremos eternos devedores (Mosias 2:22-25).
Que possamos ser como a geração de nefitas que recebeu a visita de Cristo. Ele disse sobre eles: “E agora, eis que minha alegria é grande, até a plenitude, por causa de vós e também desta geração; sim, e até o Pai se alegra e também todos os santos anjos, por causa de vós e desta geração; porque nenhum deles está perdido” (3 Néfi 27:30). Que possamos dar essa alegria a Ele, que possamos ser gratos pelos dons que ele nos Deus – por que “em nada ofende o homem a Deus ou contra ninguém está acesa sua ira, a não ser contra os que não confessam sua mão em todas as coisas e não obedecem a seus mandamentos” (D&C 59:21). Isso significa adorar Cristo: seguir seus mandamentos e agradecê-lo por isso.
Durante a vida do Salvador alguns procuraram honrá-lo com presentes. Quando ainda era pequenino reis (talvez três) vieram lhe visitar. Eles ofereceram ouro, incenso e mirra (Mateus 2:11). Pode até haver um simbolismo místico por trás de cada presente, todavia o que quero ressaltar é que eles deram o que julgaram ser melhor ao rei dos reis, que eles sabiam, era aquele infante menino. Eles ofereceram mais do que presentes materiais. As escrituras dizem que eles se prostraram e O adoraram.
Ao estudar a vida de Cristo notei que ele não procurava ouro e prata, como alguns de nós o fazem tão ardentemente. Na realidade ele já tinha tudo isso. Quando Pedro precisou pagar o imposto, o Senhor lhe indicou que uma moeda estava na boca de um peixe que ainda seria pescado! (Mateus 17:27) Isso me faz concluir, que se Ele quisesse poderia ter todo ouro do mundo, pois poderia localizá-lo com seu poder. Ele não precisa e certamente não quer posses materiais. Ele mesmo ensinou que estas coisas são corruptíveis: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mateus 6:19).
O que Ele quer de nós então? Ele respondeu com simplicidade: “Se me amais, guardai os meus mandamentos” (João 14:15). O rei Benjamim ensinou: “E eis que tudo que ele requer de vós é que guardeis seus mandamentos” (Mosias 2:22).
Se o Salvador quer que guardemos seus mandamentos quais são estes mandamentos? “E disse aos filhos dos homens: Segui-me. Portanto, meus amados irmãos, poderemos nós seguir a Jesus se não estivermos dispostos a guardar os mandamentos do Pai? E disse o Pai: Arrependei-vos, arrependei-vos e sede batizados em nome do meu Filho Amado” (2 Néfi 31:10-11).
Para aqueles que não entraram nas águas do batismo na Igreja de Jesus Cristo dos Santos do Últimos Dias o convite é claro: devem ser batizados. Mas e aqueles que já foram batizados?
“Eis, porém, meus amados irmãos, que assim veio a mim a voz do Filho, dizendo: Depois de vos arrependerdes de vossos pecados e de testificardes ao Pai que estais dispostos a guardar meus mandamentos pelo batismo de água; e de haverdes recebido o batismo de fogo e do Espírito Santo e de poderdes falar em uma língua nova, sim, na língua de anjos; se depois disso me anegardes, teria sido melhor para vós que não me houvésseis conhecido. E ouvi a voz do Pai, dizendo: Sim, as palavras do meu Amado são verdadeiras e fiéis. Quem perseverar até o fim, esse será salvo. E agora, meus amados irmãos, sei por isso que, a menos que o homem persevere até o fim, seguindo o exemplo do Filho do Deus vivente, não poderá ser salvo. (...) E estareis então no caminho estreito e apertado que conduz à vida eterna; sim, havereis entrado pela porta; havereis procedido segundo os mandamentos do Pai e do Filho; e havereis recebido o Espírito Santo, que dá testemunho do Pai e do Filho em cumprimento da promessa que vos fez de que, se entrásseis pelo caminho, receberíeis. E agora, meus amados irmãos, depois de haverdes entrado neste caminho estreito e apertado, eu perguntaria se tudo terá sido afeito. Eis que vos digo: Não; porque não haveríeis chegado até esse ponto se não fosse pela palavra de Cristo, com fé inabalável nele, confiando plenamente nos méritos daquele que é poderoso para salvar. Deveis, pois, prosseguir com firmeza em Cristo, tendo um perfeito esplendor de esperança e amor a Deus e a todos os homens. Portanto, se assim prosseguirdes, banqueteando-vos com a palavra de Cristo, e perseverardes até o fim, eis que assim diz o Pai: Tereis vida eterna” (1 Néfi 31:14-16, 18-20).
Com essa escritura aprendemos que depois de sermos batizados devemos honrar esse convênio e perseverar até o fim. Semanalmente recebemos uma ajuda especial para isso. Chama-se sacramento: pão e água são distribuídos aos dignos para que eles sempre se lembrem de Cristo, procurem tomar sobre si o nome Dele e guardem Seus mandamentos. Esse convênio inclui guardar o dia do Senhor, pagar o dízimo, estudar as escrituras, orar, jejuar, seguir os profetas, etc.
Esse compromisso, de permanecer fiel, significa oferecer um sacrifício – um coração quebrantado e um espírito contrito (3 Néfi 9:20).
Em suma, Cristo nos pede nosso coração: “eu, o Senhor, exijo o coração dos filhos dos homens” (D&C 64:22). O coração é o símbolo da disposição e vontade do homem (GEE “Coração”). É o símbolo de nosso arbítrio. O que Cristo quer de nós é nossa vontade. Creio que essa é a única coisa que é realmente nossa e podemos ofertar a Ele. Dar nossa vontade significa seguir Cristo e agradecê-lo.
Neste Natal e em todos os dias de nossa vida que possamos presentear Cristo com boas ações, fazendo o que ele faria em nosso lugar – exercendo nosso arbítrio da maneira que sabendo ser correta, não demorando para guardar seus mandamentos. Que possamos ser batizados. Se já o fomos na Igreja verdadeira, que possamos honrar esse convênio e oferecer a Cristo muito mais do que ouro, incenso e mirra – porque essas coisas já são Dele. Que possamos dar tudo o que temos, mesmo que seja pouco: todo nosso coração, poder, mente e força. Que possamos estar dispostos a perder nossa vida por amor a Ele.
No final, ao darmos nossa vontade, deixaremos o Mestre muito feliz, mas substancialmente não lhe acrescentaremos nada. De fato, ao presentear Cristo com nosso coração, nós é que somos mais abençoados: “quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” (Mateus 10:39). Como o rei Benjamim ensinou mesmo que ofertemos tudo a Deus ainda lhe seremos eternos devedores (Mosias 2:22-25).
Que possamos ser como a geração de nefitas que recebeu a visita de Cristo. Ele disse sobre eles: “E agora, eis que minha alegria é grande, até a plenitude, por causa de vós e também desta geração; sim, e até o Pai se alegra e também todos os santos anjos, por causa de vós e desta geração; porque nenhum deles está perdido” (3 Néfi 27:30). Que possamos dar essa alegria a Ele, que possamos ser gratos pelos dons que ele nos Deus – por que “em nada ofende o homem a Deus ou contra ninguém está acesa sua ira, a não ser contra os que não confessam sua mão em todas as coisas e não obedecem a seus mandamentos” (D&C 59:21). Isso significa adorar Cristo: seguir seus mandamentos e agradecê-lo por isso.
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