20 de abr. de 2012

A importância das perguntas - Comentário sobre Apocalipse 7:13-14

                      Durante a sua visão João foi indagado por um dos élderes sobre a multidão de santificados. Sua resposta permitiu que o Senhor especificasse as bênçãos que todo fiel pode receber.
                O Senhor frequentemente usa perguntas para ensinar seus filhos. Às perguntas do evangelho podem ser classificadas basicamente em quatro tipos: perguntas de compromisso; perguntas para lembrar; perguntas para pensar e perguntas do coração.
                As perguntas de compromisso são aquelas que exigem um "sim" ou um "não" como resposta e uma atitude. São perguntas diretas, simples e que requerem, além de uma afirmação, uma ação posterior do receptor. Encontramos, por exemplo, o Salvador fazendo esse tipo de pergunta a Pedro: "Simão, filho de Jonas, amas-me?" (João 21:15-17). A resposta de Pedro não deveria incluir apenas um "sim", mas também uma atitude consciente de apascentar as ovelhas de Deus.
                As perguntas para lembrar são aquelas que exigem o uso da memória - tal como quando o Senhor perguntou aos discípulos no Novo Mundo se as profecias de Samuel haviam se cumprido e porque, afinal, elas não haviam sido registras. "E aconteceu que Néfi se lembrou de que isso não havia sido escrito. E aconteceu que Jesus ordenou que fosse escrito; por conseguinte foi escrito, como ele ordenou." (3 Néfi 23:9-13)
                As perguntas para pensar são aquelas feitas para que novas conclusões sejam alcançadas - ou seja, para que o receptor da pergunta tenha sua compreensão magnificada e patamares mais elevados sejam visualizados. Quando o Senhor perguntou a Adão onde Ele estava (Genesis 3:9), não era porque Ele, Deus (que é onisciente e onipresente), não conhecia o paradeiro de Adão - mas porque ele, Adão, precisava aprender algo sobre si mesmo. O mesmo vale para centenas de perguntas feitas pelo Senhor em todas as escrituras[1]. Elas instigam a mente e o espírito. Evidentemente as perguntas de compromisso e para lembrar exigem operações mentais - mas as perguntas para pensar geram um entendimento que, a princípio, não esta armazenado na mente.
                As perguntas do coração, ou perguntas da alma, também fazem com que as pessoas reflitam sobre algo que já aprenderam ou que achem novas soluções e  novos entendimentos - mas elas envolvem as coisas do espírito. A resposta a essas perguntas geralmente são expressões de fé e testemunho - são uma resposta espiritual. Muitas vezes, entretanto, a pergunta da alma não será seguida de uma resposta imediata, pois tem um efeito penetrante tal que cerra a boca e conduz a uma longa introspecção.
                Quando o Senhor pergunta a Pedro quem seus discípulos julgam ser Ele, e Pedro responde com seu testemunho dizendo que Jesus é o Cristo, esse é um claro exemplo de uma pergunta do coração (Mateus 16:15-16). Outro exemplo de uma pergunta do coração ocorre quando o Senhor diz: "Pois, qual é mais fácil? dizer: perdoados te são teus pecados; ou dizer: levanta-te e anda?" (Mateus 9:5)
                As perguntas do coração são as perguntas mais importantes a serem feitas. Às vezes são duras, tais como as de Alma ao perguntar: "Podereis pensar em ser salvos, quando vós haveis deixado subjugar pelo diabo?" (Alma 5:20) O intuito dessas profundas questões sempre é o de salvar. Por isso são sinceras e cheias de poder espiritual.
                Embora uma classificação de perguntas possa ser útil para analisar as escrituras, o mais importante é entender que quando uma pergunta é feita pelo Espírito Santo provoca um efeito extraordinário para o bem[2]. Nas teofanias e ministração de anjos e profetas aos filhos amados de Deus encontramos perguntas. Por exemplo, às perguntas tem um papel importante na visão de Néfi. Em vez do anjo explicar detalhadamente a visão, ele convidava Néfi a meditar e a chegar a suas próprias conclusões: "Néfi, que vês tu?" (1 Néfi 11:14) As perguntas do evangelho permitem o uso correto do arbítrio, que consequentemente qualificam o recebedor da pergunta a sentir e aprender mais. Além disso, quando as próprias dúvidas e perguntas são solucionadas gozamos da recompensa de nossos próprios esforços, e encontramos uma alegria profunda, que ultrapassa o beneficio trazido por uma resposta gratuita, instantânea e fácil.


[1] Vemos as perguntas para pensar distintamente, por exemplo, na ocasião em que o Senhor apareceu ao irmão de Jarede. O Senhor lhe perguntou: "porque caíste?" (Éter 3:7) Essa era uma pergunta exigia a consideração de uma nova situação que o irmão de Jarede se encontrava, portanto lhe permitia verificar sua condição frágil e o grande poder e os atributos de Deus. A segunda pergunta de Deus ao irmão de Jarede revela uma prova de fé e um convite ao aprendizado: "Viste mais que isso?" (Éter 3:9) Essa é uma pergunta para meditar também, mas que permitia que o irmão de Jarede expressasse seu desejo profundo de aprender os mistérios de Deus. Já a próxima pergunta era uma pergunta de compromisso: "Crês nas palavras que eu direi?" Exigia um sim ou não como resposta e uma ação correspondente a afirmação.
[2] O Pregar Meu Evangelho, manual usado na obra missionária, ensina a importância de perguntas e como elas podem abençoar os filhos de Deus: "Jesus Cristo frequentemente fazia perguntas para ajudar as pessoas a ponderar os princípios e aplicá-los. Suas perguntas faziam com que as pessoas pensassem, meditassem e assumissem compromissos. As boas perguntas ajudarão você compreender os interesses, preocupações ou dúvidas que as pessoas têm. Elas podem melhorar seu ensino, convidar o Espírito e ajudar seus pesquisadores a aprender. (...) As boas perguntas podem levar os pesquisadores a perguntarem quando não compreenderem, quando tiverem uma dúvida ou quando quiserem saber o que fazer. As boas perguntas podem ajudar as pessoas que você estiver ensinando a expressarem seus sentimentos e ao fazê-lo descobrirem que estão desenvolvendo um testemunho. (...) Aprenda a fazer perguntas quando for inspirado pelo Espírito. O tipo certo de pergunta no momento certo pode ajudar imensamente os seus pesquisadores a aprenderem o evangelho e a sentirem o Espírito. Da mesma forma, o tipo errado de pergunta feita no momento errado pode interferir com o aprendizado das pessoas. Para fazer a pergunta adequada no momento certo é preciso que você esteja em sintonia com o Espírito, ouça as pessoas que você estiver ensinando e se concentre durante toda a aula. O ensino eficaz pode ser um trabalho árduo, exigindo que você e seu companheiro tenham muita concentração e esforço. ("Técnicas de Ensino -Fazer Perguntas", pg. 198-199)

2 de abr. de 2012

Quem é Gazelém?


            Alma, falando a seu filho Helamã, que estava recebendo o sagrado dever de preservar os registros sagrados, disse:
            "E agora te falarei sobre aquelas vinte e quatro placas, para que as guardes a fim de que os mistérios e as obras das trevas e suas obras secretas, ou seja, as obras secretas daquele povo que foi destruído [os jareditas], sejam dados a conhecer a este povo; sim, que todos os seus homicídios, roubos e pilhagens e todas as suas maldades e abominações sejam dados a conhecer a este povo; sim, e que conserves estes intérpretes. Pois eis que o Senhor viu que o seu povo começou a trabalhar nas trevas, sim, a cometer secretamente assassinatos e abominações secretas; disse portanto o Senhor que, caso eles não se arrependessem, seriam varridos da face da Terra. E disse o Senhor: Prepararei para meu servo Gazelém uma pedra que brilhará na escuridão como luz, para mostrar ao meu povo que me serve, para mostrar a eles as obras de seus irmãos; sim, suas obras secretas, suas obras de trevas e suas iniquidades e abominações" (Alma 37:21-23).
            O Manual de Aluno do Seminário do Livro de Mórmon explica o termo Gazelém da seguinte maneira: "Aparentemente o nome dado a um vidente desconhecido" (pg. 125).
            Esse nome não é hebraico, nem egípcio - parece originar-se da linguagem usada pelos jareditas (que não foram confundidos na época da torre de Babel) - que era a linguagem de adamita - ou seja, a língua que Adão falava. Essa hipótese é reforçada porque a passagem que é citado Gazelém começa com "E disse o Senhor".
            Fato é que Gazelém é uma pessoa, não é uma pedra, como alguns poucos tentam interpretar. A escritura diz, em todas as traduções que tive acesso: "prepararei para meu SERVO Gazelém uma pedra" e não "prepararei para meu servo uma pedra, Gazelém".
            O Élder Bruce R. McConkie, um dos maiores teólogos da Igreja, explicou que nomes incomuns foram dados a alguns dos primeiros santos citados nas revelações, para protegê-los de seus inimigos[1]. O nome do Profeta era substituído pelo nome Enoque ou Gazelém. Quando o perigo de perseguição findou, os nomes verdadeiros foram revelados. O cabeçalho atual da Seção 78 de Doutrina e Convênios, uma das passagens onde o nome Gazelém aparecia[2], explica: " Nem sempre convinha que a identidade dos indivíduos a quem o Senhor se dirigia nas revelações fosse conhecida pelo mundo; por isso, nesta e em algumas revelações subseqüentes, os irmãos foram chamados por nomes que não eram os seus. Quando a necessidade de manter em segredo os nomes dessas pessoas havia passado, seus nomes verdadeiros passaram a ser mencionados entre colchetes. Uma vez que já não há necessidade de usar os nomes codificados, apenas os nomes verdadeiros são agora usados, como nos manuscritos originais."
            O Élder McConkie também disse que provavelmente havia uma razão de Joseph Smith usar o nome Enoque ou Gazelém, mas isto não nos esta revelado.
            Por fim, o Élder McConkie conclui dizendo que talvez Alma estivesse se referindo ao Profeta Joseph Smith, que traria à luz uma parte do registro Jaredita, através do relato de Morôni (trata-se do livro de Éter). Ele também diz pode referir-se a um título para aqueles que tem o poder de traduzir registros antigos e sagrados[3].
            Que Joseph Smith pode ser apropriadamente identificado como o servo do Senhor, que nunca época de trevas e combinações secretas receberia uma pedra que brilharia na escuridão como luz, para mostrar ao povo que serve a Deus as obras de seus irmãos - isso ninguém duvida. Joseph Smith usou a Pedra do Vivente e também o Urim e Tumim para traduzir o Livro de Mórmon - pedras que literalmente (especialmente a primeira citada) brilhavam na escuridão.
            Todavia, filio-me com grande propriedade, a segunda hipótese do Élder McConkie, elevando o termo "Gazelém" a título genérico e não nome próprio e individual. Penso que Gazelém deve ser entendido tal como entendemos os termos "Elias" e "Élder" - que identificam vários personagens que recebem responsabilidades semelhantes (GEE "Elias"). Sabemos que muitas coisas ainda hão de ser reveladas (Regras de Fé #9). Haverá necessidade de um outro vidente (ou outros), um novo Gazelém, que traduzirá coisas que o Profeta Joseph não pode traduzir na época que viveu entre nós, devido a iniquidade dos homens de sua época.
            A ideia que Gazelém é um título geral encaixa-se muito bem com o contexto de Alma 37, pois Alma vê que Deus cumpre suas profecias, com relação aos registros sagrados, não em uma ocasião ímpar e particular - mas em vários momentos da História Humana. Muitos milhares de lamanitas haviam sido restituídos por causa dos registros sagrados, mas Deus ainda manifestaria "seu poder a futuras gerações" (Alma 37:18-19).
            Como não temos uma revelação explicando mais sobre Gazelém não há posição oficial da Igreja, nem consenso harmônico entre os estudiosos. Há apenas hipóteses que devem ser tratadas como tal, até que o Senhor nos dê mais luz.


[1] "Strange and unusual names were placed by the Prophet in some of the early revelations so that the individuals whom the Lord was then addressing would not be known to the world. The purpose for keeping these identities secret from their enemies having long since passed, the true names are now found in the Doctrine and Covenants. Two of the names which identified the Prophet himself were Gazelam and Enoch. (D. & C. 78:9; 82:11; 104:26, 43, 45, 46.) Presumptively these and other names used at the same time have particular meanings, which are not now known to us." ("GAZELAM", Mormon Doctrine, Pg.307)
[2] O nome que aparecia nas revelações de Doutrina e Convênios era, na realidade, Gazelam e não Gazelem (traduzido para o português Gazelém), embora seja pacifico o entendimento que os nomes são variantes de idêntico significado.
[3] "With reference to the name Gazelam, it is interesting to note that Alma in directing Helaman to preserve both the Urim and Thummim and the plates containing the Book of Ether, says that such record will be brought to light by the Lord's servant Gazelem, who will use "a stone" in his translation work. (Alma 37:21-23.) It may be that Gazelem is a variant spelling of Gazelam and that Alma's reference is to the Prophet Joseph Smith who did in fact bring forth part at least of the Ether record. Or it could be that the name Gazelem (Gazelam) is a title having to do with power to translate ancient records and that Alma's reference was to some Nephite prophet who brought the Book of Ether to light in the golden era of Nephite history." ("GAZELAM", Mormon Doctrine, Pg.307)

23 de mar. de 2012

As Tribos de Israel

O Senhor fez o convênio do evangelho com Abraão (GEE "Convênio Abraâmico"). Este convênio foi renovado com Isaque e depois Jacó. Jacó passou a ser chamado de Israel. Seus filhos são, portanto, as tribos de Israel. Ele teve doze filhos homens. Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom (filhos de Léia, primeira esposa de Jacó); Dã e Naftáli (filhos de Jacó e Bilha); Gade e Aser (filho de Jacó e Zilpa); José e Benjamim (filhos de Raquel, a quem Jacó mais amava). Cada um desses homens formou sua própria família, que com o tempo tornou-se numerosa. Cada israelita, pois, era descendente literal de um dos doze patriarcas.
                Fato importante também é que antes de morrer Jacó adotou os filhos de José, que se chamavam Efraim e Manassés. Assim sendo, na maioria das vezes, durante a contagem das tribos, o nome de José é omitido para dar lugar a Efraim e Manassés.
                O nome da tribo de Levi comumente é deixado de lado também, especialmente quando se discute sobre herança de terras ou quantidade de guerreiros, pois os levitas receberam encargo especial de servirem ao Senhor nas ordenanças exteriores. O sacerdócio menor é muitas vezes chamado de Sacerdócio Levítico, porque eles eram os que por direito possuíam as prerrogativas de realizar sacrifícios e administrar o Templo.
                A antiga Israel foi dispersa em não poucas ocasiões[1] (Levítico 26:33; Deuteronômio 28:25, 37 e 64; Jeremias 29:18-19; Amós 9:9; 1 Néfi 2:4, Jacó 5). Entretanto o Senhor prometeu que haveria uma coligação - uma reunião de todo seu povo (Isaías 5:26 e 54:7; Jeremias 30:3; Ezequiel 28:25; 1 Néfi 15:12-17; 3 Néfi 17:4 e 21:26-29). E isso deveria começar antes da sua Segunda Vinda. É por isso que Joseph Smith recebeu às chaves da Coligação de Israel (D&C 110:11) e escreveu que os santos dos últimos dias crêem "na coligação literal de Israel e na restauração das Dez Tribos" (10a Regra de Fé).
                Os israelitas serão reunidos primeiro espiritualmente e depois fisicamente ou literalmente. Alguém é reunido espiritualmente quando aceita "A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias" e faz e cumpre convênios sagrados. O trabalho de obra missionária é o trabalho de Coligação.
                Os conversos da Igreja são israelitas por linhagem sanguínea ou por adoção e pertencem à família de Abraão e Jacó (ver Abraão 2:9-11; Gálatas 3:26-29). O Presidente Joseph Fielding Smith disse: “Na (…) Igreja (…) estão representadas muitas nações, (…) e esses membros vieram tocados pelo Espírito do Senhor, (…); recebendo o espírito de coligação, abandonaram tudo por amor ao evangelho” (Doutrina de Salvação, vol. 3, p. 256).
                O manual Princípios do Evangelho explica: "A reunião física de Israel significa que os israelitas serão “coligados nas terras de sua herança e estabelecidos em todas as suas terras de promissão” (2 Néfi 9:2). As tribos de Efraim e Manassés serão reunidas nas Américas. A tribo de Judá voltará para a cidade de Jerusalém e áreas ao redor. As dez tribos perdidas receberão da tribo de Efraim suas bênçãos prometidas (ver D&C 133:26– 34).
                Quando se estabeleceu a Igreja pela primeira vez, os santos foram instruídos a reunir-se em Ohio, depois no Missouri, e depois no Vale do Lago Salgado. Hoje, contudo, os profetas modernos ensinaram que os membros da Igreja devem edificar o reino de Deus na sua própria terra. O Élder Russell M. Nelson disse: “A escolha de vir a Cristo não é uma questão de localização física, mas de compromisso individual. As pessoas podem ser ‘levadas ao conhecimento do Senhor’ (3 Néfi 20:13) sem saírem de sua terra natal. É verdade que, nos primeiros dias da Igreja, a conversão frequentemente significava também emigração. Mas agora, a coligação está acontecendo em cada país. (…) O local de coligação dos santos brasileiros é no Brasil; o local de coligação dos santos nigerianos é na Nigéria; o local de coligação dos santos coreanos é na Coréia, e assim por diante. Sião é o ‘puro de coração’ (D&C 97:21). Sião é qualquer lugar onde existam santos justos (A Liahona, novembro de 2006, p. 81).
                A reunião física de Israel não estará completa na ocasião da Segunda Vinda do Salvador, mas prosseguirá durante o Milênio (ver Joseph Smith —Mateus 1:37). Então se cumprirá a promessa do Senhor: “Portanto, eis que dias vêm, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito. Mas: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar a sua terra, a qual dei a seus pais” (Jeremias 16:14–15)" ("A Coligação da Casa de Israel", pg. 257-258).
                A Coligação não precisará estar completa para que ocorra a reunião dos 144 mil sumo sacerdotes. Nem significa que só precisarão coligar-se doze mil homens de cada tribo para que Cristo venha. A reunião dos 144 mil embora faça parte da obra de Coligação, não é a obra de Coligação em si.
                Algo importante a ser acrescentado ainda é que a obra de Coligação é feita principalmente por Efraim, com a ajuda de Manassés. A maioria dos membros da Igreja é de Efraim, pois eles são responsáveis por presidir o trabalho nos últimos dias.“Joseph Smith era um efraimita puro”. (Discourses of BrighamYoung, p. 322).
                Para se descobrir a tribo pertencente, um membro da Igreja pode solicitar sua Bênção Patriarcal (GEE "Bênção Patriarcais").
                A maioria dos que entram na família de Abraão também são adotadas a alguma tribo de Israel, não obstante, Abraão ter tido outros descendentes - como os doze filhos de Ismael. O Senhor concederá a exaltação apenas aos que entrarem na família de Abraão (com exceção feita, evidentemente, às criancinhas que morreram antes da idade do batismo, aos que não tem discernimento e aos homens em mulheres justos que morreram antes dos dias de Abraão). Esse é um dos motivos porque que Abraão é chamado propriamente de "o pai dos fiéis".


A seguinte tabela mostra as tribos de Israel com algumas informações, inclusive bênçãos peculiares de cada uma. (Todas as tribos de Israel receberão as bênçãos de Abraão se forem fiéis, que incluem herança de certas porções de Terra, a oportunidade de entrar e pertencer à Igreja de Cristo e as promessas de exaltação.) 


Nome (Significado); Pais
Símbolo ou Insígnia / Disposição no acampamento de Israel no deserto
Bênçãos, Características e Responsabilidades
Alguns Personagens das escrituras pertencentes a essa tribo
Rúben(Eis! um filho);
Pais: Israel e Léia
Palmeira / Sul
Seria o "mais excelente em alteza e o mais excelente em vigor", mas ser "impetuoso como a água" perdeu sua "alteza" (Gênesis 49:3-4); "Viva Rúben, e não morra, e que seus homens não sejam poucos" (Deuteronômios 33:6)
-
Simeão (Ouvindo); Pais: Israel e Léia
Casa ou cidade / Sul
Sua espada é instrumento de violência (Gênesis 49:5)
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Levi (Junto) ; Pais: Israel e Léia
Tabernáculo / imediatamente ao redor do Tabernácu-lo, sendo que os levitas filhos de Gérson ficavam à oeste; os filhos de Merari ao norte; os filhos de Aarão ao Leste; e os filhos de Coate ao Sul.
Sua espada é instrumento de violência (Gênesis 49:5); Responsabilidade para com o sagrado - Tabernáculo, Sacerdócio, etc. (Deuteronômios 33:8-11)
Moisés e Aarão (Êxodo 4:14)
Judá (Louvor); Pais: Israel e Léia
Leão / Leste
"A ti te louvarão os teus irmãos; a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; os filhos de teu pai a ti se inclinarão.Judá é um leãozinho. Subiste da presa, meu filho. Ele se encurva e se deita como um leão, e como uma leoa; quem o despertará?
O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade dentre seus pés, até que venha aquele a quem pertence; e a ele obedecerão os povos.
Atando ele o seu jumentinho à vide, e o filho da sua jumenta à videira seleta, lava as suas roupas em vinho e a sua vestidura em sangue de uvas.Os olhos serão escurecidos pelo vinho, e os dentes brancos de leite" (Gênesis 49:8-12)
Daniel (Daniel 1:6); Davi, Salomão e o Senhor Jesus Cristo (Mateus 1:1-17)
(Juiz); Pais: Israel e Bilha
Serpente / Norte
"Dã julgará seu povo (...) Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, de modo que caia o seu cavaleiro para trás. A tua salvação tenho esperado, ó Senhor " (Gênesis 49:16); "Dã é a cria de leão; que salta de Basã" (Deuteronômios33:22)
Sansão (Juízes 13)
Naftali(Lutando); Pais: Israel e Bilha
Gazela / Norte
"Naftali é uma gazela solta; ele profere palavras formosas " (Gênesis 49:21); "Farta-te ó Naftali, da benevolência, e enche-te da bênção do Senhor; possui o ocidente e o sul" (Deuteronômios33:23)
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Gade(Fortuna); Pais: Israel e Zilpa
Tenda / Sul
"Quanto a Gade, guerrilheiros o acometerão; mas ele, por sua vez, os acometerá " (Gênesis 49:19); "Bendito aquele que faz dilatar a Gade; habita como a leoa, e despedaça o braço, e o alto da cabeça " (Deuteronômios33:20)
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Aser(Feliz); Pais: Israel e Zilpa
Pão, trigo ou árvore / Norte
"O mais excelente em alteza e o mais excelente em vigor" (Gênesis 49:3); "Bendito seja Aser dentre os filhos de Israel; seja o favorecido de seus irmãos; e mergulhe em azeite o seu pé; de ferro e de bronze sejam os teus ferrolhos; e como os teus dias, assim seja a tua força" Ou numa versão mais recorrente: "Bendito seja Aser com seus filhos; agrade a seus irmãos, e banhe em azeite o seu pé. Seja de ferro e de metal o teu calçado; e a tua força seja como os teus dias" (Deuteronômios 33:24-25)
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Issacar(Galardão); Pais: Israel e Léia
Sol e lua ou jumento / Leste
"Issacar é jumento forte, deitado entre dois fardos.
Viu ele que o descanso era bom, e que a terra era agradável. Sujeitou os seus ombros à carga e entregou-se ao serviço forçado de um escravo ". Ou numa versão mais atual: "Issacar é jumento de fortes ossos, deitado entre dois fardos. E viu ele que o descanso era bom, e que a terra era deliciosa e abaixou seu ombro para acarretar, e serviu debaixo de tributo" (Gênesis 49:14-15).
"Alegra-te (...) nas tuas tendas" (Deuteronômios 33:18
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Zebulom(Morada); Pais: Israel e Léia
Navio ou porto / Leste
"Zebulom habitará no litoral; será ele ancoradouro de navios; e o seu termo estender-se-á até Sidom" (Gênesis 49:13); "Alegra-te nas tuas saídas" (Deuteronômios33:18)
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José (Aumentador; Pais: Israel e Raquel
Ramo frutífero junto à fonte
"José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto a uma fonte; seus raminhos se estendem sobre o muro. Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e perseguiram, mas o seu arco permaneceu firme, e os seus braços foram fortalecidos pelas mãos do Poderoso de Jacó, o Pastor, o Rochedo de Israel, pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoara, com bênçãos dos céus em cima, com bênçãos do abismo que jaz embaixo, com bênçãos dos seios e da madre. As bênçãos de teu pai excedem as bênçãos dos montes eternos, as coisas desejadas dos eternos outeiros; sejam elas sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça daquele que foi separado de seus irmãos" (Gênesis 49:22-26); "Abençoada pelo Senhor seja a sua terra, com os mais excelentes dons do céu, com o orvalho, e com as águas do abismo que jaz abaixo; com os excelentes frutos do sol, e com os excelentes produtos dos meses; com as coisas mais excelentes dos montes antigos, e com as coisas excelentes dos outeiros eternos; com as coisas excelentes da terra, e com a sua plenitude, e com a benevolência daquele que habitava na sarça; venha tudo isso sobre a cabeça de José, sobre o alto da cabeça daquele que é príncipe entre seus irmãos " (Deuteronômios33:13-16)
"Teus irmãos inclinar-se-ão diante de ti,de geração em geração, ao fruto de teus lombos para sempre; Pois eis que serás uma luz para o meu povo [o povo de Israel], para libertá-los da escravidão nos dias de seu cativeiro; e para trazer-lhes salvação quando estiverem completamente curvados sob o pecado" (TJS Gênesis 48:11).
Joseph Smith Sênior e Joseph
Smith Junior (2 Néfi 3:14-15)
Benjamim (Filho da destra); Pais: Israel e Raquel
Lobo / Oeste
"Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã devorará a presa, e à tarde repartirá o despojo " (Gênesis 49:27); "O amado do Senhor habitará seguro junto a ele; e o Senhor o cercará o dia todo, e ele habitará entre os seus ombros " (Deuteronômios33:12)
Saul (I Samuel 9:1-2); Paulo (Romanos 11:1)
Manassés("Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai"); Pais: José e Azenate; adotado por Jacó
Boi Selvagem ou Touro / Oeste
"Se tornará um povo, ele também será grande" mas não será maior e nem estará a frente do o povo de Efraim (Gênesis 48:19).
Junto com Efraim "rechaçará todos os povos até as extremidades da terra" (Deuteronômios33:17)
Gideão (Juízes 6:15); Leí (Alma 10:3
Efraim ("Deus me fez crescer na terra da minha aflição"); Pais: José e Azenate; adotado por Jacó
Unicórnio, Cavalo ou Leão / Oeste
Se tornará um grande povo, ele também será grande "e sua descendência será uma multidão de nações" mas não será maior e nem estará a frente do o povo de Efraim (Gênesis 48:19).
Efraim, com o auxílio de Manassés, "rechaçará todos os povos até as extremidades da terra" (Deuteronômios 33:17)
Joseph Smith Sênior e Joseph
Smith Junior (2 Néfi 3:14-15)


[1] O manual Princípios do Evangelho assim resume a história da dispersão de Israel: "Os profetas do Senhor preveniram muitas vezes a casa de Israel sobre o que aconteceria, se caísse em iniquidade (...). Apesar dessa advertência, os israelitas quebravam constantemente os mandamentos de Deus. Eles lutaram entre si e dividiram-se em dois reinos: O reino do norte, chamado de reino de Israel, e o reino do sul, chamado de reino de Judá. Dez das doze tribos de Israel viviam no reino do norte. Durante uma guerra, foram conquistadas por seus inimigos e levadas em cativeiro e, mais tarde, algumas fugiram para as terras do norte e tornaram-se perdidas para o restante do mundo. Aproximadamente 100 anos após a captura do reino do norte, o reino do sul foi conquistado. A capital, Jerusalém, foi destruída em 586 A.C., e muitos integrantes das duas tribos remanescentes foram levados cativos. Tempos depois, alguns membros dessas tribos voltaram e reconstruíram Jerusalém. Pouco antes de Jerusalém ser destruída, Leí e sua família, que eram membros da casa de Israel, deixaram a cidade e se estabeleceram nas Américas. Depois do tempo de Cristo, Jerusalém foi destruída novamente, dessa vez, pelos soldados romanos. Os judeus foram espalhados por boa parte da Terra. Atualmente, os israelitas estão em todos os países do mundo. Muitos deles não sabem que são descendentes da antiga casa de Israel" ("A Coligação da Casa de Israel", pg. 255-256).